O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), derrubou nessa terça-feira (15), a liminar que concedeu prisão domiciliar ao empresário Rodrigo Dantas dos Santos, 42 anos, conhecido como Rodrigo Rocha, acusado pelo assassinato de Jorge Alexandre Souza Santana em 24 de janeiro de 2020. Ele estava em prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico, desde o dia 5 de abril passado.
Com a nova decisão, Rodrigo deve voltar para o sistema prisional. O processo corre em segredo de justiça e, por isso, não é possível ter acesso à decisão na íntegra.
Por meio de nota, o advogado Roberto Wagner informou que o cliente segue internado desde abril em uma clínica psiquiátrica na capital; que o estado de saúde de Rodrigo é grave, fato de conhecimento da Justiça.
A nota diz ainda que o advogado não vai se pronunciar sobre a decisão do TJ/SE.
Agora a decisão será apreciada pelo juiz responsável, que deverá determinar o cumprimento da prisão.
Relembre
Jorge Alexandre Souza Santana tinha 28 anos quando foi assassinado dentro da casa do patrão, Rodrigo Rocha, no município de Lagarto, no Sul de Sergipe. O crime aconteceu em 24 de janeiro de 2020. O empresário fugiu do local e foi preso três meses depois, em Paranapanema, no interior de São Paulo.
Em abril, deste ano, após quase um ano preso em regime fechado, uma decisão do desembargador Alberto Romeu Gouveia Leite concedeu o benefício de prisão domiciliar para o empresário.
Sobre o acusado
Envolvido com práticas ilícitas desde a juventude, quando foi flagrado e preso mais de uma vez com drogas, o bem nascido empresário ampliou a ficha criminal quando matou Jorge Alexandre Souza Santana.
Além deste homicídio e do envolvimento com drogas, Rodrigo carrega no currículo outra morte, pela qual foi julgado e condenado, tendo cumprido apenas parte da pena de 10 anos em regime fechado. O crime aconteceu em novembro de 1999, nas imediações da Associação Atlética de Lagarto, e teve como vítima o vigilante José dos Santos, de 59 anos.
Quase dez anos depois, em março de 2009, o empresário voltou a ser preso, desta vez suspeito de agressão e tentativa de homicídio. Segundo os autos do processo, Rodrigo Rocha foi detido logo depois de ter atingido uma pessoa no ombro com um golpe de objeto pontiagudo não identificado, além de conduzir veículo automotor sob a influência de álcool e, ainda, por ter resistido à voz de prisão, desacatando e ameaçando policiais.
Em 2016, como recurso apresentado em um dos processos, foi declarado, segundo laudo pericial, ser portador de transtorno mental e comportamental devido ao uso de cocaína.
Edição de texto: Monica Pinto
Por Aline Aragão via F5 News




