Homem acusa prefeito de fraude na venda de mansão

Fraudes e mistérios que vitimam sonhos e geram prejuízos. Foi o que relatou ter descoberto Felipe Rodrigues, junto com a sua esposa Mayana Kelly, durante transação iniciada em outubro de 2020 para a conquista de um imóvel de luxo, algo bastante almejado pela família do casal.

Segundo Felipe, o imbróglio se deu em torno de um imóvel em nome do atual prefeito do município sergipano de Siriri, Zé Rosa. A mansão, como pode ser chamada, foi construída no condomínio Alphavile Norte I, na cidade de Camaçari, estado da Bahia, possui valor real de R$ 4,5 milhões, mas foi colocado à venda por R$ 1,5 milhão.

Prefeito Zé Rosa, proprietário da mansão

No entanto, o comprador afirma que foi ludibriado durante o processo de negociação, uma vez que a estrutura não possui alvará de construção, está há 6 anos em oferta e o pagamento feito como garantia para a compra do imóvel, o popular “sinal”, nunca foi ressarcido, mesmo após cancelamento do processo.

Segundo o homem, ele entrou em contato com a Re/Max Sol, uma das maiores redes de franquia imobiliária do mundo, que o conduziu até um imóvel que se encaixava em seu perfil de desejo.

“Na época, quem fez toda a tratativa comigo foi a Sandryelle, filha e representante de Zé Rosa. Ela me pediu para assinar um sinal de R$ 10 mil, pois eu tinha R$ 1 milhão e queria financiar R$ 500 mil. Ela me prometeu seis meses para regularizar a documentação do local e possibilitar a compra depois deste período”, explicou Felipe.

Porém, logo após o pagamento do montante, Felipe disse que lhe foi revelado, por um contratante da construtora, que o imóvel não possuía nem mesmo a documentação necessária para a construção da edificação, o que lhe causou imensa surpresa.

“Me perguntei como eles levantaram as paredes, pois havia somente a escritura do terreno, mas nenhum registro do imóvel. Como um condomínio tão chique e nobre permitiu isso? Eu fiquei desconfiado, mas acreditei na boa fé da construtora e da Sandryelle”, acrescentou ele.

Para o homem, as incertezas e desconfianças começaram quando, mesmo após assinatura do sinal, nenhum registro em cartório foi iniciado. Além disso, foi solicitado pela negociadora a destinação de uma quantia para a quitação de impostos e taxas para a regulamentação da casa, sob alegação de que, desta forma, o imóvel seria definitivamente dele.

Esse valor pedido por Sandryelle foi de R$ 120 mil e foi recusado Felipe, que disse ter se dado conta de que teria caído num golpe somente após o fim do prazo para a regulamentação da documentação. Após isso, ele solicitou a devolução dos R$ 10 mil pagos como sinal, o que foi recusado por Sandryelle.

“Ela me disse que eu sabia que o mercado era um risco e que poderia ter dado certo ou errado. Perguntei se ela achava isto justo, uma vez que eu corri atrás dela e da casa. Aí eu falei procuraria meus direitos na Justiça. Ela me respondeu que se eu estivesse insatisfeito, os advogados dela iriam adorar os ganhos de honorários”, completou o denunciante.

Felipe Rodrigues disse ainda que, atualmente, a casa está sendo anunciada e vendida por intermédio de outra imobiliária. Para ele, os compradores são atraídos pelo valor da oferta, que, em condições normais de avaliação giraria em torno dos R$ 4,5 milhões, valor bem acima dos R$ 1,5  milhão solicitado pelos proprietários.

“Conversando com outro corretor, descobri que a casa é um problema há 6 anos e nunca consegue ser vendida. Ele me disse que sempre acaba em confusão, ou seja, as pessoas pagam os trâmites iniciais e depois descobrem que a casa não tem nada ”, finalizou o denunciante.

A equipe de reportagem do Jornal Fan F1 entrou em contato com a negociadora Sandryelle Lima, que disse estar coberta por contrato assinado por Felipe e que aguarda que o mesmo acione a Justiça para apresentar defesa.

 

 

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