O desmatamento da Mata Atlântica reduziu nos últimos dois anos em Sergipe. Segundo levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica, em 2019/2020, o estado foi um dos três com menores indicadores de destruição florestal. As informações, divulgadas nesta quinta-feira (27), Dia Nacional da Mata Atlântica, mostram que o crescimento da devastação ocorreu em oito dos 17 estados monitorados.
No total, segundo o estudo, foram desflorestados 117 hectares da Mata Atlântica em território sergipano no período, perfazendo o percentual geral 16% menor em relação ao levantamento de 2018-2019 (139 hectares). O desafio do Estado é manter essa evolução para alcançar o desmatamento zero, ou seja, menor de 100 hectares.
Para Luís Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação, o principal problema é a falta de fiscalização. “Os governos precisam fazer valer a Lei da Mata Atlântica, que não permite a conversão de áreas florestais avançadas, e garantir o desmatamento ilegal zero por meio do combate às derrubadas não autorizadas”, diz.
O projeto, criado para monitorar as mudanças na cobertura vegetal desse bioma brasileiro, existe desde 1989. O estudo aponta que no país foram desflorestados 130 quilômetros quadrados da Mata Atlântica no biênio analisado.
“Esse total de 13 mil hectares de devastação representa muito porque se trata de uma área onde qualquer perda impacta imensamente a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos, como regulação do clima e disponibilidade e qualidade da água”, afirma Luís Fernando.
As informações são do Atlas da Mata Atlântica, estudo realizado desde 1989 pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com os pesquisadores, atualmente restam apenas 12,4% da cobertura original de Mata Atlântica, bem abaixo do limite mínimo “aceitável” de 30%. Grande parte dessas áreas de florestas está dividida em propriedades privadas.
De acordo com a fundação, o projeto de recuperação das áreas degradadas conta com apoio de empresas como a Ypê, de produtos de limpeza, e a Nespresso, produtora de cafés, ambas com atuação e parcerias em projetos de restauração do bioma da Mata Atlântica.
Edição de texto: Monica Pinto




