Em entrevista ao Jornal da Fan, na manhã desta quinta-feira, 27, o advogado dos pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular, Luiz Antônio e Lucas Abreu, e a advogada de algumas as vítimas divergiram sobre a consistência das provas juntadas no inquérito policial concluído pela Polícia Civil nessa quarta-feira, 27.
Luiz Antônio e Lucas são pai e filho respectivamente. Os dois são pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular. Lucas foi indiciado pelos crimes de assédio sexual e estupro de vulnerável, e seu pai, Luiz Antônio, pelo crime de violação sexual mediante fraude.

Aurélio Belém – adovgado dos pastores
Para o advogado dos pastores, Aurélio Belém, as provas apresentadas até agora precisam ser reforçadas.
Aurélio explicou que nos casos de crimes sexuais a palavra das vítimas tem um valor de prova, mas, segundo ele, “é preciso ter um apoio objetivo. Nós não podemos julgar por conceitos éticos, morais ou religiosos”, disse.
Ele disse ainda que está aguardando tranquilamente os próximos passos do processo e ressaltou que a “verdade prevalecerá”.
Durante entrevista coletiva nessa quarta-feira, 26, as delegadas que investigaram o caso apontaram que os depoimentos das vítimas foram as provas do inquérito.

Lúcia Morgado – advogada de algumas vítimas
A advogada da maioria das mulheres que teriam sido vítimas de crimes sexuais pelos pastores, Lúcia Morgado, disse que as declarações das 11 mulheres ouvidas pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) tem valor probatório no processo, ou seja, pode ser utilizado como prova.
A advogada das vítimas revelou ainda que, após o indiciamento dos pastores, outras mulheres foram a sua procura.
O inquérito já foi remetido ao Ministério Público Estadual (MPE) que agora pode decidir pelo oferecimento de denúncia ao Judiciário, pelo arquivamento ou pela solicitação de que sejam feitas novas diligências.




