Um crime cercado por mistérios. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de Sergipe, iniciou as investigações sobre a morte do motorista de aplicativo Albert Alves dos Santos, de 41 anos, encontrado morto dentro do próprio carro no último sábado (22), no bairro Santos Dumont, Zona Norte de Aracaju. A família pede justiça
Albert morava na Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro, região Metropolitana de Aracaju. Era casado e tinha duas filhas. A viúva, Grazielle Tamires, disse que ele era um homem de bem, trabalhador, carinhoso e dedicado à família, principalmente às filhas.
Segundo Grazielle, Albert era muito preocupado, sempre que pegava uma viagem informava para onde estava indo; avisava quando saia e quando estava retornando.
“A gente se falava, ele sempre me comunicava sobre as viagens que ia fazer, pra onde estava indo, por isso, quando ele não chegou, eu estranhei logo”, diz Grazielle, referindo-se à última vez que falou com o marido, quando ele ligou informando que estava indo pra casa e não chegou.
A viúva diz que nada vai trazer o marido de volta, por isso não guarda rancor, nem deseja o mal, apenas quer saber o que aconteceu e que a justiça seja feita.
“Eu não tenho nada contra esses rapazes, nada vai trazer meu marido de volta, mas eu quero que tudo isso seja elucidado, que seja tudo resolvido, que todo mundo venha a saber quem era meu marido, que ele foi vítima de uma coisa absurda. Não quero saber quem são, só quero saber o que aconteceu”, diz
Entenda
De acordo com as informações policiais, o motorista teria saído de casa na tarde da sexta-feira (21) para trabalhar e, ao final do dia, teria comunicado que estaria retornando para casa, o que não ocorreu. O desaparecimento foi registrado na 5ª Delegacia Metropolitana (5ª DM).
O Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) foi acionado na manhã do sábado (22), sobre o veículo no bairro Santos Dumont. A Polícia Militar encontrou o carro fechado e com o som ligado em volume baixo. O corpo do motorista estava no porta-malas e a chave distante 70 metros.
O Instituto de Criminalística fez a perícia no local. O corpo da vítima não apresentava sinais de lesões por arma de fogo ou por objetos cortantes. Também não havia sinal de asfixia. Foi verificado que Albert “apresentava uma lesão no olho, possivelmente contusa”.
O corpo do motorista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames visando a identificação da causa de sua morte.




