Confeiteiro sergipano distribui marmitas para pessoas carentes

O sergipano Saulo Gaya ganhou as redes sociais durante o final de semana ao divulgar a ação solidária que viabiliza com o lucro de seu negócio, a Delfos Confeitaria. Ele aproveita parte do faturamento para preparar marmitas, entregues a pessoas carentes de Aracaju.

A ideia surgiu quando o pai de Saulo faleceu, em julho de 2020, vítima de covid-19. Desde então ele distribui cerca de 100 marmitas por mês, e pretende aumentar esse quantitativo para chegar a mais famílias.

“Eu me propus a homenagear meu pai e fazer uma boa ação todo dia 3 do mês. Começou com doação de sangue, doação de brinquedos, até a doação de alimentos. Vi que produzir marmitas era mais barato do que eu pensei. Graças a Deus, produzir umas marmitas mês a mês seria um grande problema financeiro para mim, mas como eu era bom na cozinha, principalmente com doces,  tive a ideia de unir os dois: vender doces e produzir ações sociais ao mesmo tempo”, conta.

Todo o processo, desde a preparação do alimento, confecção das marmitas e entrega, é feito por ele. “O meu objetivo é mostrar para o ramo empresarial brasileiro que todos nós, donos de negócios, conseguimos separar uma pequena parte de nossas finanças para apoiar alguma causa social, afinal, todo ser humano possui uma causa, seja ajudar os animais, lutar contra a violência contra a mulher. Todos possuímos um propósito e razão ética lá no fundo, então cabe a nós, empresários, tentar ajudar a sociedade nesse sentido, nem que seja 1% do faturamento. Se todas as empresas fizessem isso, o mundo seria um lugar melhor”, acredita Saulo. 

A solidariedade do confeiteiro é uma luz de esperança, sobretudo no cenário atual da pandemia de covid-19, com muitas pessoas desempregadas e passando necessidades. As entregas das marmitas são feitas sempre no Centro da capital. “Quando não encontro mais pessoas para receber, deixo no meu carro e entrego no semáforo”, disse.

Para quem quiser ajudar nesta ação, basta comprar os doces da Delfos Confeitaria pelo Instagram ou pelos aplicativos de entrega, como iFood. “Eu ainda não tenho um cálculo certo do quanto estou investindo nas marmitas. Coloco sempre o objetivo de fazer 200 marmitas, e aí vou lutar para vender e conseguir fazer isso. Quero poder aumentar cada vez mais a quantidade das marmitas”, explica, esperançoso, o confeiteiro.

 

Edição de texto: Monica Pinto

 

 

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