Chegou o nosso encontro dos domingos aqui na Folha de Sergipe, quando conto alguns CASOS E CAUSOS NOSSO MUNDO POLÍTICO.
ENGOLIU A CÉDULA

Essa aconteceu em uma cidade do nosso agreste sergipano quando a votação era manual com preenchimento de cédulas.
Quem acompanhava os pleitos daquela época lembra-se que as apurações eram lentas, com voto por voto sendo cantados pelo mesário que presidia a mesa, e às vezes, o processo levava vários dias.
Certa feira a apuração era muito disputada para a última vaga da Câmara de Vereadores. Surge a última cédula na urna e a contagem de votos estava literalmente empatada entre o candidato A e o candidato B.
Posicionado atrás dos mesários um dos dois candidatos viu quando o mesário puxou a cédula estava escrito o nome do concorrente. Ele não titubeou deu um pulo, arrebatou a cédula e a engoliu na mesma hora.
Resultado. Tumulto generalizado e a situação inusitada foi parar nas barras dos tribunais, quando depois de muita lenga lenga foi dada a vitória ao candidato que tinha o nome na cédula. Valeu o testemunho do mesário.
FICOU NOIVO E PERDEU A ELEIÇÃO

Essa aconteceu no subúrbio baiano de Periperi.
Em uma determinada eleição, um candidato a vereador conseguiu aglutinar muitos votos, graças a um noivado que contraiu com uma jovem, membro de uma conceituada família local.
Tudo transcorria normalmente até às vésperas da eleição, quando uma senhora de Salvador, informada do noivado resolveu fazer uma visita à dita cuja noiva.
Em um belo domingo, quinze dias antes do pleito, a senhora, que por sinal estava grávida, chega à porta da jovem e quando é recebida, observa que o nosso candidato a vereador estava deitado no sofá no colo da noiva. Ela se identifica, diz que é a esposa dele, mãe de quatro filhos, e apontando para a enorme barriga afirma “aqui está a noiva dele”. Foi um tremendo bafafá, o candidato é mandado embora pela esposa, sai cabisbaixo, e claro, perdeu a noiva e as eleições.
Como detalhe, o candidato perdeu a eleição por apenas 13 votos, e a família da “noiva”, possuía mais de 100 votos.
TUMULTO NA APURAÇÃO

Outro fato inusitado que ocorreu também em apurações eleitorais aconteceu também em Salvador.
Apuração para a Câmara de Vereadores de Salvador, início dos anos 60, e os votos estavam sendo disputados palmo a palmo.
De repente, chega uma das últimas urnas. Como lembrete, as cédulas eram preenchidas e colocadas dentro das urnas. Foi aí, que um determinado candidato sentindo-se prejudicado, pega umas quinze cédulas e joga todas dentro das urnas, o que provoca um tremendo tumulto e consequentemente a anulação da apuração e da própria eleição, sendo marcado outro pleito em outra data.
O CANDIDATO BÊBADO NÃO FOI PRESO

Região sul do estado. ( Gosto de preservar os nomes dos locais e pessoas)
Início da década de 70 e logo no início da votação ocorre um problema sério.
Um determinado candidato a vereador chega para votar cheio de cachaça e ainda carregando um litro embaixo do braço. Chamado a atenção pelo mesário, ele não só quebra a urna da sessão como várias outras.
Chamada para prender o descontrolado, a polícia chega e além de nada fazer, ainda repreende aos presentes.
Detalhe. O candidato bêbado era filho do comandante do batalhão, primo do tenente do destacamento e sobrinho do sargento. É mole.
Carlos Batalha
Jornalista e Radialista
Jornalista e Radialista
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