O número de embarques e desembarques voltou a cair no Aeroporto Internacional Santa Maria, em Aracaju, em 2021. Desde o ano passado a movimentação vem apresentando quedas significativas, causadas pela pandemia da covid-19. Após um ano desde a concessão à iniciativa privada, quando a Aena Brasil assumiu as operações, algumas melhorias na infraestrutura do terminal acabaram sendo adiadas.
De acordo com dados da Aena, o número de embarques e desembarques no Aeroporto Internacional Santa Maria foi de 620.601 durante o período de fevereiro a dezembro de 2020, o que significa uma queda de 44,8% quando comparado com 2019. Esse ano, o terminal teve 161.761 embarques e desembarques entre janeiro e fevereiro, uma queda de -23,5% em relação ao mesmo período em 2020.
Conforme apresentado em gráficos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o movimento no terminal começou a cair em fevereiro de 2020 (-4,7%), quando ocorreu a concessão, e seguiu em queda pelo resto do ano, sendo mais acentuada no período de abril (-92,9%) a junho (-78,4%) de 2020, meses em que o Brasil vivenciou o fechamento do comércio, paralisação da indústria e diversos setores, como uma forma de frear a contaminação pela covid-19.
Com o retorno das atividades a partir de julho, o movimento voltou a subir, mas, ainda assim, muito abaixo do registrado em janeiro, quando a movimentação foi de 123,7 mil embarques e desembarques.
De acordo com a empresa, a principal preocupação durante o ano de 2020 foi em combater a disseminação do novo coronavírus, e para isso, foram implementados rigorosos protocolos de segurança.
“Como todo setor aeroportuário, o Aeroporto Internacional de Aracaju sentiu os impactos da crise sanitária. Em um primeiro momento, o movimento do terminal foi reduzido em mais de 90%. No segundo semestre, as companhias aéreas começaram gradualmente a retomar voos, por conta da demanda interna. Apesar disso, ao longo dos últimos meses, o terminal se reafirmou como equipamento importante para Sergipe, seja no combate à pandemia, com o transporte de insumos e vacinas; seja no apoio de setores essenciais para a economia do Estado”, disse a concessionária ao F5 News.
Ainda segundo a Aena, em março deste ano foram iniciadas obras de estrutura e operações no aeroporto de Aracaju, com revitalização do equipamento aeroportuário, que se refere à primeira etapa de obras, prevista para ser realizada no ano passado, no entanto, foi adiada por causa da pandemia.
“Os trabalhos, que incluem a renovação completa dos banheiros, além de melhorias no sistema de climatização, sinalização, pintura, iluminação e acessibilidade, fazem parte do contrato firmado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e devem ser finalizados até 23 de maio deste ano”, garante a empresa.
Em 2020 a Aena realizou alguns serviços de melhorias na unidade, atendendo às demandas mais urgentes, como a implementação da rede wifi de alta velocidade, possibilitando aos passageiros 4h de conexão gratuita e potente.
“Ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstas três fases de investimentos no terminal. Após esta primeira, já iniciada, vem a segunda fase de investimentos, que deve acontecer até 2023 e está voltada a todos os subsistemas aeroportuários no terminal de passageiros e na área de operações. A terceira, feita a longo prazo, atenderá futuras demandas que surgirão ao longo dessas três décadas”, aponta a Anae.
Premiação
Segundo a concessionária, em 2020, mesmo durante a pandemia, o Aeroporto Internacional de Aracaju recebeu o Prêmio Peotram Modal Aéreo, em reconhecimento da prestação de serviços à logística offshore.
“Esse é o segundo ano consecutivo do prêmio, o que reafirma o compromisso do Aeroporto de Aracaju com o desenvolvimento e o fortalecimento das atividades nas plataformas marítimas da Petrobrás na região”, disse a Anae.
Edição de texto: Monica Pinto




