No domingo que passou, demos uma trégua nos CASOS E CAUSOS de João Filho para relatar baseado no que conhecíamos do seu temperamento e comportamento diante das necessidades alheias, como ele estaria agora no comando do estado ou do município de Aracaju, diante desta pandemia do Covid 19.
Citamos até duas grandes tragédias vividas por ele, tanto como governador do estado no desabamento em 2003 da estrada que isolou o sertão, e a situação foi rapidamente resolvida graças às suas medidas, bem como em 2015, quando ele prefeito de Aracaju comandou o resgate de uma família soterrada no desabamento de um prédio na Coroa do Meio.
Vamos voltar a citar aqui outros CAUSOS do Negão, até mesmo para o leitor da Folha de Sergipe relaxar e descontrair nesse período tão difícil em que vivemos.


1- O CAVALO E O TRIO
Ano de 1996, e a hoje Senadora Maria do Carmo, iria estrear na política como candidata à Prefeitura de Aracaju.
À época, eu trabalhava na Rádio Jornal, como aliás continuo hoje, e um belo dia encontro-me na saída da emissora com João Alves que me pergunta. ” oh Batalha, você tem um trio elétrico não é”?.
Respondi afirmativamente, e João continuou ” quanto você me cobraria para tocar na campanha de Maria”?
Respondi. ” depende Dr. João. Como não tenho cavalo, se o senhor conseguir arranjar fica mais barato.”
Sem esconder a irritação, João Alves respondeu.” Olha meu filho, quero o seu trio e você vem com essa história de cavalo. Vai virar criador agora é? Porque pra Jockey você não tem físico”, e foi se retirando.
Deu trabalho segurá-lo pelo braço e explicar que o cavalo citado era um caminhão para puxar o trio que era montado em cima de uma prancha.
2- DIMINUIR O SOM DO TRIO
João Alves Filho era realmente uma grande figura.
Além do grande homem público que foi, o Negão era alegre, comunicativo, carismático, e muitas vezes engraçado, quando soltava aquelas conhecidas gargalhadas, fazia com que até mesmo quem estivesse há alguns metros de distancia, sorri-se também.

Durante a realização dos Pré Cajus, João Alves ao chegar aos camarotes tinha uma rotina antes de dirigir-se ao seu. Me pegava pelo braço, e saíamos a visitar todos os camarotes destinados aos órgãos de imprensa, e em cada um que chegava era uma festa. Sorria, brincava, abraçava uns, beijava outros, e como era de praxe, estando ou não no exercício de qualquer mandato, concedia interessantes entrevistas.
Certa feita, ao visitar o camarote da TV Sergipe, ele foi recebido pelo anfitrião Albano Franco que o apresentou a alguns diretores da Globo. Nesse exato momento, aproxima-se do camarote o trio do Chiclete com Banana, sendo puxado pela estridente voz de Bell. Incomodado com o som alto a poucos metros de distância do camarote, João me pede para falar com o cantor para parar um pouco de cantar porque ele gostaria de concluir a conversa. No mesmo momento lhe respondi “impossível Dr. João”. Por coincidência, Bell vira-se para o camarote e ao ver Albano faz toda referência o saudando. Pronto. Praque? Kkkk.
João vira-se pra Albano e simplesmente diz. ” Albano, você não é amigo dele? Peça pra ele parar”. Gargalhadas aos montes por parte de quem estava por perto e ouviu o pedido do Negão. É claro que Albano se balançou todo, fez mais mais mais, e não pediu nada.
3- O DESFILE DE JOÃO

Foi no segundo governo de João Alves que surgiu o Pré Caju, com toda estrutura necessária para a realização do grande evento sendo autorizada por ele, enquanto maior mandatário do estado à época.
Nos anos que se seguiram, João esteve presente em todas as edições, comparecendo aos camarotes e prestigiando a festa.
Mas foi no ano 2001, quando seguindo uma sugestão que passei pra ele, que João passou a fazer parte do desfile.
Sim. Isso mesmo que vocês estão lendo. PARTE DO DESFILE.
Até o último Pré Caju em 2014, portanto durante 13 anos, ele saía da sua residencia próximo a Deso, e cortava os blocos, atravessava as pipocas, sendo ovacionado, carregado, abraçado, e beijado até o corredor da folia.
Uma verdadeira loucura. Posso assegurar que nenhum político do estado, (MAS NENHUM MESMO), usufruiu da popularidade, do carinho e gratidão do povo de Sergipe, quanto João Alves.




