Ônibus: ‘Não adianta colocar 100% da operação, se 45% da demanda caiu’, diz Setransp

Com a superlotação dos ônibus do transporte público da Grande Aracaju no centro das discussões sobre o avanço da pandemia da Covid-19, a população aumentou o tom da cobrança contra os gestores públicos, nas últimas semanas, para que adotem ações que resolvam a aglomeração de usuários do transporte público na rotina diária.

O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) já afirmaram que 100% da frota está operação. Edvaldo prometeu adotar ações de maior força para garantir o cumprimento das medidas sanitárias no transporte público.

Já o Setransp, em nota enviada à imprensa nesta terça-feira, a solução seria escalonar o início das atividades dos setores produtivos, para diminuir a aglomeração de pessoas nos chamados horários de pico. “Não adianta disponibilizar 100% da operação, para uma demanda que apresenta queda de 45% do número de usuários e se não houver uma ampliação do horário de pico, como por exemplo, escalonamento do início das atividades”, pontua a nota da entidade.

Na nota, o Setransp diz ainda que o setor, na Grande Aracaju, corre o risco de colapso. “O sistema de transporte é responsável pelo deslocamento diário de 75% da população das cidades e desse total a maioria se desloca em horário de pico. O setor encontra-se beirando o risco de colapso, a cada momento agravado pela distorção entre a oferta e a demanda de passageiros, e permanecer nessa disparidade traz preocupação quanto ao comprometimento dos demais serviços essenciais”, registrou a nota.

Enquanto a população ficou sujeita a medidas sanitárias de maior rigor, como o início do toque de recolher, no dia 17 de março, as cenas diárias de superlotação no transporte público têm se repetido, colocando este serviço como uma espécie de epicentro do vírus.

 

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