Sepulcro Caiado: “Ele mostrou a parte íntima dele e veio em minha direção”

“São pastores de fachada, não estão nem aí para os membros, o altar só serve para benefício próprio”. Essa frase foi enunciada por uma das supostas vítimas de assédio sexual por pastor de Igreja Evangélica no estado de Sergipe, em depoimento exclusivo à equipe de reportagem do Jornal da Fan, da Rádio FM. A mulher, que é uma das muitas a externarem experiências negativas traumáticas nos púlpitos, após criação, pelo pastor Maurício Romero, de um movimento que incita a denúncia para a criação de um dossiê.

Segundo a vítima, desde 2016 ela e toda sua família decidiram congregar na Igreja regida pelo pastor em questão, após terem sido muito bem acolhidos e se acercarem da liderança da instituição. Por conseguinte, a mulher afirma que mesmo tendo conhecimento de seu matrimônio, o líder começou a lhe enviar mensagens íntimas, e em uma delas lhe solicitou uma visita:

“Lucas (o pastor) pediu que eu fosse ao escritório dele, e quando eu cheguei lá ele tirou a calça, mostrou a parte íntima dele e veio em minha direção, eu abri a porta e fui embora, fiquei sem ação”, disse a vítima, ressaltando que o pastor dizia que a família era perfeita.

A vítima afirma ainda que a partir daí, as investidas continuaram, e ela começou a observar, até chegar a conclusão de que o pastor e seu pai tinham a mesma conduta adúltera. “Filho de peixe, peixinho é”, respondeu o suposto abusador para a vítima.

Em sua opinião, a aproximação do pastor quanto à ela pode ter sido interesse financeiro em suas posses e de sua família. “Como é uma Igreja onde se coloca nome nos dizímos, fazemos transferências, eu via manipulação. Talvez, ele tenha visto benefício em me manter por perto”, afirmou a mulher.

Em conclusão, a vítima afirmou que a manipulação feita pelo homem desenvolveu nela um quadro de depressão que quase a levou a cometer suicídio e, por isso, está reclusa da Instituição em questão, enquanto aguarda afastamento e responsabilização do pastor para retornar à Igreja.

 

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