CARLOS BATALHA: CASOS E CAUSOS DE JOÃO ALVES FILHO

CASOS E CAUSOS DE JOÃO ALVES FILHO

A cada semana recebo mais e mais mensagens de leitores da @folhadesergipe.com, que acompanham a nossa coluna aos domingos contando CASOS E CAUSOS de João Alves Filho.

Algumas dessas mensagens pedem que abordemos este ou aquele assunto. Na medida do possível vamos mergulhando no túnel do tempo e trazendo aqui alguns fatos e detalhes que são desconhecidos do público mas que precisam vir à tona, até mesmo como homenagem à memória de João Alves Filho.

1-A PONTE QUE DERROTOU O NEGÃO

Já contamos aqui, por mais incrivel que possa parecer, mesmo sendo engenheiro, João Alves perdeu a eleição de 2006 por erro de cálculo.

Por ser fiel à sua palavra, tendo na campanha eleitoral de 2002 prometido construir a ponte Aracaju/Barra, o Negão ao saber do maquiavelismo de Lula, que prometera f…. com ele e Sergipe, e cumpriu, trancando todos os recursos para Sergipe, e contando à época com grandes aliados aqui no estado, não quis mudar a estratégia de parar a obra da ponte, aplicar os recursos disponíveis em obras do interior e pedir um outro mandato para concluir aquele sonho que hoje transforma em realidade o progresso do litoral sul do estado.

A perseguição foi implacável, desumana, criminosa e irresponsável para com o estado de Sergipe.

O crime cometido foi tão cruel, que os algozes de João Alves vendo que a tática maquiavélica de trancar os recursos não impediram a conclusão da obra, faltando um semana para inauguração da mesma, em 25 de setembro de 2006, conseguiram que a Petrobrás não liberasse produto para o asfaltamento do piso que estava em concreto.

João como sempre destemido, corajoso, e com muito prestígio no país, conseguiu com o seu grande amigo Antonio Carlos Magalhães, então governador da Bahia, que carretas de asfalto fossem enviadas para Aracaju, e com um detalhe. As carretas chegaram pela madrugada, e ao amanhecer do dia, para desespero de alguns dos aliados de Lula, metade da ponte já estava asfaltada, e dias depois era inaugurada, sendo à época, a maior ponte urbana do Nordeste.

Sergipe ganhou a sua grande obra, e o Negão pelo seu destemor em enfrentar o presidente da república, perdeu a eleição.

2-JOÃO NÃO QUIS ROLAR A BOLA

Dia 12 de maio de 2005, auditório do Palácio Adélia Franco, e eu estava tomando posse como Secretário de Estado do Esporte e Lazer.

Diante de uma grande platéia composta de amigos, dirigentes e colegas da imprensa, fui apresentando minhas propostas e projetos para a pasta, quando de repente exagerei na dose e falei “governador fique tranquilo que a partir de hoje é só o senhor rolar a bola que eu faço o gol”. O Governador atento gritou de lá ” epa Batalha espere aí. Você é o secretário e eu sou o governador. Portanto quem tem que fazer o gol sou eu”. Fiquei meio sem graça, mas a galera se divertiu kkkkkReinauguração do Parque Aquático Zé Peixe

 

3-TERRA ARRAZADA

Pouca gente tem conhecimento mas Aracaju é uma das poucas capitais que possui em um só espaço, ou pelo menos possuía, um Complexo Esportivo.

Um Complexo Esportivo é composto de um estádio de futebol, piscina, ginásio poliesportivo e pista de atletismo.

Ali, no bairro São José, nós temos o Estádio Lourival Baptista, hoje sem a pista de atletismo, o Ginásio Constâncio Vieira, a quadra Geraldo Oliveira, construida na nossa gestão à frente da Secretaria de Esportes, e o Parque Aquático Zé Peixe.

Foi exatamente este parque, o primeiro local visitado por João Alves quando tomou posse em janeiro de 2003.

Ao chegar ao local acompanhado de toda imprensa no dia 2 de janeiro daquele ano, João indignado diante do que via, chamou o secretário Luis Durval e determinou. “Luis, quero tudo recuperado em seis meses. Isso é uma terra arrasada” afirmou surpreso diante do que via..

Em seis meses o parque estava recuperado e por nossa sugestão levou o nome de Zé Peixe.

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