O diretor de vigilância sanitária em saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Marco Aurélio, explicou durante o Jornal da Fan da rádio Fan FM que, por conta da falta de insumos para a produção do medicamento utilizado no tratamento da hanseníase, a SES tem se mantido em alerta para receber do Ministério da Saúde novas remessas dos remédios.
“A programação que recebemos do Ministério da Saúde mostra irregularidade nas remessas e a gente não tem uma solução definitiva. Vamos entregar o que recebemos agora mas nos manteremos em alerta para que haja a continuidade do tratamento”, contou o diretor.
Um ouvinte do Jornal da Fan alegou que teve que interromper o tratamento contra a doença porque o medicamento estava em falta em Sergipe. Durante a entrevista, Marco disse que uma remessa do produto já chegou no estado e está sendo repassada para os municípios.
Segundo ele, poucos laboratórios produzem o medicamento e o país passou por um desabastecimento por conta da escassez dos insumos, o que provocou atraso na entrega do fármaco pelo Ministério da Saúde.
Marco alertou que a hanseníase é uma doença invisível para algumas pessoas e se não for tratada corretamente pode levar a incapacidades. O tratamento dura até doze meses e o grande desafio, segundo ele, é manter o tratamento continuo. No caso do tratamento de 12 meses, o medicamento deve ser utilizado em até até 18 meses, ou a efetividade contra a doença passa a ser considerada nula.
Pandemia
Marco Aurélio falou ainda sobre a pandemia do novo coronavírus e disse que Sergipe passa por um momento de intensa transmissão, mas a tendência é de queda na média móvel de mortos.
“Além disso, temos o encaminhamento da vacinação, mas o grande desafio do país é ampliar a para que possamos vacinar, ainda neste primeiro semestre, aquele grupo de pessoas que podem pegar a doença de maneira mais grave”, comentou.
De acordo com ele, o motivo de imunizar os trabalhadores da área da saúde nesta primeira eta é para garantir que o atendimento para a população seja mantido. A quantidade de doses recebidas pela SES, segundo ele, garante a imunização de 50% dos trabalhadores que atuam na linha de frente no combate à pandemia.




