Acidente na Tancredo: famílias das duas jovens mortas se encontram pela primeira vez

Duas jovens, duas vidas interrompidas. Daniella Alves Santos, de 25 anos, e Tatiane Cristine Rodrigues da Silva, de 33 anos morreram no último final de semana, em um acidente de Trânsito no cruzamento da avenida Tancredo Neves com a rua João Gêneton da Costa.

Elas duas estavam em uma motocicleta quando foram atingidas por um veículo.

Um dia depois do acidente, o motorista do veículo se apresentou à polícia e disse que foi surpreendido pelas duas jovens na via. Independente das versões, duas jovens morreram e agora, duas famílias dividem a mesma dor.

As famílias das duas jovens não se conheciam e se encontraram pela primeira vez nessa quarta-feira, 13, a mãe de Daniela, Andrea Alves e o pai de Tatiane, Wanderley Silva, ainda abalados lembraram do dia do acidente. O encontro foi registrado em uma matéria exclusiva da TV Atalaia.

Andrea Alves – mãe de Daniella/ Foto-reprodução TV Atalaia

“Minha filha saiu de casa no sábado à tarde dizendo que ia pra um churrasco e que voltava logo. Onze horas da noite falei com ela e fui dormir. Acordei 6h, minha filha não estava em casa, achei estranho, mas aguardei. Liguei o dia todo e nada. Só fui saber no domingo à noite, quando um policial me ligou informando que minha filha havia falecido”, detalhou Andrea Alves, mãe de Daniella.

Wanderley Silva – pai de Tatiane/ Foto-reprodução TV Atalaia

O pai de Tatiane também ficou sabendo da tragédia apenas no domingo à noite. Ela morava sozinha em um apartamento no bairro Farolândia.

“O tio dela ligou pra mim e pediu que eu fosse na casa dele. Quando eu abri a porta ele começou a chorar e me contou, eu desabei”, disse Wanderley Ferreira, pai de Tatiane.


Daniella deixou uma filha de sete anos. Tatiane dois filhos, de 16 e de seis anos. Os pais das duas agora levarão para os netos as lembranças das duas jovens, que perderam a vida de forma trágica no trânsito de Aracaju.

“Minha filha começou a fazer faculdade ano passado. Minha filha tinha uma vida toda pela frente, ela só tinha 25 anos. Ela sonhava em viajar conhecer o mundo, trabalhar e ser feliz”, contou Andrea

“Eu só quero justiça. O que a gente tá passando, eu não desejo que ninguém passe”, disse Wanderley.

Deixe uma resposta