Diógenes Brayner – [email protected]
É possível que, a partir de agora, haja uma pausa nas discussões especulativas sobre as eleições gerais de 2022. Nos bastidores tudo aparenta continuar no mesmo e há muita gente conversando sobre a disputa pelo Governo, Senado e Câmara Federal. Tem quem faça cálculos e quem considere que a oposições não terá um nome competitivo para disputa acirrada. Uma das preocupações mais recentes é se a eleição a deputado – tanto estadual quanto federal – será dentro do mesmo sistema em que ocorreu o pleito a vereador.

A maioria acha que sim, mas alguns deputados, inclusive federais, têm certeza que não. Fala-se em movimento nos corredores do Congresso para derrubar a legislação utilizada no pleito de 2020 e a apresentação de projeto que retorne ao velho estilo proporcional para o parlamento, a fim de evitar “perdas e danos que grandes partidos tiveram nas disputas pelas Câmaras Municipais”. Tudo pode acontecer, inclusive nada, em razão também da força dos que estão no páreo para chegar ao poder.
Mas, sobre a sucessão estadual em Sergipe, aconteceu fato importante no final de semana em relação aos prováveis candidatos. Vejam bem: um dos nomes mais citados pré-candidatos, com chances de chegar lá, põe por terra essa hipótese. O conselheiro Ulices Andrade, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), através de mensagem contundente via Whatsapp, declarou que não é candidato a governador, não tem disposição para isso e nem pretendo ser. Alias, “sou impedido até de conversar sobre política, porque o cargo que tenho hoje de conselheiro impede que eu faça isso. Não tem como disputar mandato”.

Ulices Andrade desmente que tenha dialogado sobre isso e acrescenta que “não pretendo conversar e acho que não é hora de se tratar sobre 2022”. Para ele, “o Governo do Estado está preocupado é em resolver os planos para Sergipe. Eu estou preocupado é em fazer um bom trabalho no Tribunal de Contas e portanto acho completamente inoportuno tanto fazer política agora, quanto falar sobre ela”. Ulices foi mais adiante e diz que nunca tratou com o “governador Belivaldo Chagas (PSD) sobre esse assunto e duvido que algum prefeito tenha dito que pedi voto a ele, ou que sentei numa mesa para conversar com algum deles sobre isso”.
Ulices concluiu: “Não sou candidato e nem pretendo ser, mas a gente que tem o vírus da política inoculado no sangue é difícil tirá-lo, agora se ele vai aflorar de novo eu não sei. Só sei que no momento eu não tenho essa disposição”.





