Na manhã desta quinta-feira (7), a presidente do Sindicato de Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, afirmou que o sindicato recebeu denúncias sobre a situação em que se encontra a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em Aracaju (MNSL).
Segundo Shirley, as denúncias são sobre os casos de possível transmissão da Covid-19 na MNSL, causadas pela superlotação do local e da falta de separação de mães e bebês diagnosticados com Covid-19 daqueles que não estão infectados pelo vírus.
A enfermeira alegou também que há falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde que trabalham no local e também de testes para os funcionários da maternidade.
“Do momento que as mães chegam ao internamento há muita mistura de quem está infectado pelo coronavírus e de quem não está. Em quase todos os setores é possível observar os bebês com Covid-19 e os que estão sem a doença no mesmo local”, disse.
O Diretor de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), André Carvalho, negou as informações sobre a falta de EPIs e de testes para a Covid-19, mas reconheceu que a maternidade está super lotada.
De acordo com André, o caso de separação entre os bebês positivados dos negativados já está com “a situação superada” e disse que o rito de separação das parturientes acontece normalmente.
Shirley refutou o diretor e disse que as denúncias prestadas pelos profissionais de saúde não são infundadas. A secretaria será notificada sobre o caso.




