Um estudo publicado por pesquisadores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Sergipe na revista médica Journal of Infection nessa segunda-feira (30), revelou que o novo coronavírus possivelmente já circulava em Aracaju antes do primeiro diagnóstico oficialmente registrado em 14 de março deste ano.
A pesquisa analisou 987 amostras de soro, coletadas entre janeiro e abril deste ano para exames de rotina, sem causa relacionada à covid-19. Dezesseis amostras tiveram resultado positivo para imunoglobulinas SARS-CoV-2 (IgM e IgG). A análise foi feita no Laboratório de Bioquímica Clínica do Departamento de Farmácia da UFS (Labic), por meio de dois testes de diagnóstico in vitro: imunocromatografia e imunofluorescência.
O estudo detectou em 1,6% das amostras resultado positivo para ambos os ensaios, 968 deram negativas e três indeterminadas. Treze casos positivos eram de mulheres e três homens. Sete amostras foram positivas para IgM, três positivas para IgG, e seis positivaram para ambos os anticorpos.
As amostras foram coletadas por um laboratório privado, mantidas congeladas no banco de sangue do laboratório a – 80°C, e testadas quanto à presença de anti-SARS-CoV-2 IgM e IgG. As amostras somente eram consideradas positivas se fossem positivas em ambos os ensaios. Aqueles com apenas um teste positivo foram repetidos.
Segundo o professor do Departamento de Farmácia da UFS, Lysandro Borges, “é possível que a maioria dessas infecções com resultado positivo para o novo coronavírus fosse de pessoas assintomáticas no momento da coleta, uma vez que as amostras de soro foram coletadas para triagem de rotina de procedimentos pré-operatórios ou para monitorar a presença de outras comorbidades”.
Com informações da Ascom UFS




