Com o objetivo de ampliar o acesso à cultura para toda a população, a Prefeitura Municipal de Aracaju conta com equipamentos culturais que preservam a memória, a história e a cultura aracajuana, valorizando a identidade local e popular
Celebrado nesta quinta-feira, 5, o Dia Nacional da Cultura é uma oportunidade de destacar a importância dos espaços públicos dedicados à preservação da memória, à valorização da identidade local e à democratização do acesso à arte e ao conhecimento. Em Aracaju, a Prefeitura mantém equipamentos culturais que aproximam a população da história e das manifestações artísticas sergipanas, como a Galeria de Arte Álvaro Santos, a Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira e o Centro Cultural de Aracaju.
Por meio de exposições, empréstimos de livros, oficinas, atividades educativas, encontros literários e sessões de cinema, esses espaços promovem a diversidade cultural, incentivam novos talentos e fortalecem o sentimento de pertencimento dos aracajuanos.
Galeria de Arte Álvaro Santos (GAAS)
Localizada na Praça Olímpio Campos, no Centro Histórico de Aracaju, a Galeria de Arte Álvaro Santos foi fundada em 1966 com a proposta de democratizar o acesso à arte, preservar a memória cultural e revelar novos talentos das artes visuais em Sergipe. Instalada no prédio que abrigava o antigo Aquário Público, a galeria é administrada pela Secult Aju e pela Funcaju e se consolidou como uma importante vitrine da produção artística local.
O equipamento homenageia Álvaro Santos, um dos mais importantes artistas plásticos e intelectuais sergipanos, que também se destacou como escritor, jornalista e incentivador das artes visuais no estado. Conhecido por retratar paisagens urbanas e cenas do cotidiano aracajuano, o artista deixou uma contribuição significativa para a preservação da memória da capital. Sua trajetória inspira a atuação da galeria, que busca valorizar a produção local e aproximar o público das diferentes expressões artísticas.
Em 2026, ao completar 60 anos de fundação, a GAAS desenvolveu uma programação especial para celebrar sua trajetória e reafirmar o compromisso com a valorização da história e da arte sergipana. Entre as atividades, esteve uma exposição dedicada ao próprio Álvaro Santos, retomando a homenagem realizada na inauguração do espaço, há seis décadas.
“Isso é uma coisa inédita em qualquer parte do mundo, porque uma galeria não está inserida no espaço cultural, como um museu ou um centro cultural. Então, a gente priorizou realmente a nossa história, trazendo, por exemplo, uma exposição de Álvaro Santos, que é o nosso patrono. A primeira vez que aconteceu a exposição de Álvaro Santos foi há 60 anos, na inauguração da galeria. Então, a gente quis rever esse momento”, explicou Jaci Rosa Cruz, coordenadora da galeria.
Além de receber exposições, a instituição desenvolve ações educativas para ampliar o contato da população com as artes visuais e apresentar a trajetória de artistas sergipanos a diferentes públicos. As atividades incluem visitas a escolas, ações nos bairros e iniciativas em espaços públicos, como a praia.
“A nossa ideia é educar as pessoas através da arte sergipana e para a arte sergipana. Muita gente não sabe quem é Álvaro Santos, então a gente faz esse trabalho também em escolas. Este ano, já visitamos seis unidades. Estamos indo para os bairros e também para as escolas dessas comunidades, além de realizar algumas atividades na praia. O que eu espero é aproximar a arte e a galeria do povo sergipano, principalmente do povo aracajuano, porque tudo o que acontece aqui e o acervo que temos são patrimônio da população”, destacou Jaci.
A Galeria de Arte Álvaro Santos fica na Praça Olímpio Campos, s/n, no Centro de Aracaju, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira
Criada em 2004 pela Prefeitura de Aracaju, a Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira tem como missão democratizar o acesso à leitura, à informação e ao conhecimento. Localizada no Conjunto Augusto Franco, no bairro Farolândia, a instituição leva o nome de uma educadora e desempenha um importante papel social como espaço de formação, convivência e inclusão cultural.
Mais do que um ambiente destinado à leitura e aos estudos, a biblioteca promove atividades que estimulam o aprendizado e a participação da comunidade. O espaço atende moradores de diferentes regiões de Aracaju e também recebe visitantes de outros municípios, embora tenha como público predominante os moradores do Augusto Franco e das comunidades próximas.
Para a diretora da instituição, Verônica Cardoso, a biblioteca exerce uma função que vai além da disponibilização de livros, ao oferecer oportunidades de acesso à informação e de transformação social.
“A biblioteca pública é um centro cultural, porque promove ações diversas para toda a comunidade. A gente atende Aracaju de maneira geral e até mesmo outros municípios, mas a concentração maior é aqui no Conjunto Augusto Franco. A biblioteca é muito importante porque é um espaço democrático, que facilita o acesso à informação e pode representar uma verdadeira mudança de vida”, afirmou.
O acervo reúne produções de autores sergipanos, clássicos da literatura brasileira, obras estrangeiras, títulos infantojuvenis, histórias em quadrinhos e materiais acadêmicos. Além da consulta e da leitura no próprio espaço, os usuários podem realizar empréstimos domiciliares. Ao longo do ano, a biblioteca também promove palestras, leituras coletivas, atividades de leitura musical e encontros com escritores locais. Entre as iniciativas permanentes estão o Clube do Livro Juvenil e o Clube do Livro para Pessoas Idosas.
As ações contemplam diferentes faixas etárias e buscam estimular a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes. “Nós atendemos todos os públicos e procuramos sempre desenvolver ações específicas para cada faixa etária. Aqui, eles participam e adquirem novos conhecimentos, assim como também compartilham conhecimentos com a gente. A biblioteca tem essa função de promover ações culturais, educacionais, recreativas e informacionais, que é o seu papel primordial”, enfatizou Verônica.
O interesse da população pelo acervo também aparece nos números de empréstimos. De acordo com levantamento da instituição, entre janeiro e setembro de 2026, foram emprestados 1.458 livros para leitura domiciliar, contra 1.039 no mesmo período de 2025. Entre os gêneros mais procurados estão os romances.
Para realizar empréstimos, é necessário fazer um cadastro na biblioteca, mediante apresentação de comprovante de residência e documento oficial com foto. No caso de menores de idade, o procedimento deve ser realizado pelo responsável legal, que também precisa apresentar a documentação e assinar um termo de autorização.
A Biblioteca Municipal Ivone de Menezes Vieira está localizada na Praça Major Edeltrudes Teles, s/n, no Conjunto Augusto Franco, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Centro Cultural de Aracaju
Localizado no Marco Zero da capital, o Centro Cultural de Aracaju, instalado no Palácio-Museu Luiz Antônio Barreto, é outro importante espaço de valorização e difusão da cultura sergipana. Vinculado à Secult Aju e à Funcaju, o equipamento reúne diferentes linguagens artísticas e funciona como ambiente de convivência, formação e criação, com uma programação que contempla exposições, oficinas, apresentações, encontros formativos e atividades abertas a públicos de diferentes idades.
O espaço promove tanto a circulação de trabalhos de artistas já reconhecidos quanto a participação de novos nomes da cena cultural sergipana, coletivos e projetos independentes. As exposições temporárias garantem a renovação da programação e possibilitam que diferentes artistas ocupem o equipamento ao longo do ano.
Segundo Matheus Cordeiro, coordenador de exposições do Centro Cultural, a seleção e a organização das atividades buscam contemplar a diversidade das manifestações artísticas. “O nosso modus operandi atual aqui no Centro Cultural de Aracaju trabalha basicamente com essa pluralidade de linguagens, especialmente por meio das exposições temporárias. Temos exposições itinerantes, com rotatividade e novas ocupações de artistas não somente consagrados, mas também daqueles que estão iniciando sua trajetória, além de coletivos e mostras individuais. Trabalhamos ainda com performances teatrais, oficinas, rodas de conversa e workshops”, explicou.
Além das exposições e atividades formativas, o Centro Cultural também recebe visitas do público e de estudantes da rede de ensino, aproximando crianças e jovens das manifestações artísticas. O equipamento abriga ainda o Cine Walmir Almeida, que amplia o acesso à produção audiovisual e fortalece o cinema sergipano, ao mesmo tempo que oferece ao público a oportunidade de conhecer diferentes obras e linguagens cinematográficas.
Para Matheus, a diversidade de atividades contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e aproximar moradores e visitantes da identidade cultural da capital. “Os equipamentos de cultura que estão à disposição agem nesse propósito de criar esse senso de pertencimento. O Centro Cultural é um ponto de encontro onde tudo começa e onde também pode aflorar e se ramificar para outros cantos. O cidadão que vem conhece mais sobre si, ao se ver representado por cada artista que ocupa esse espaço. O turista também conhece um pouco de nós por meio desses recortes e dessa colcha de retalhos de experiências culturais”, ressaltou.
O Centro Cultural de Aracaju funciona de segunda a sábado. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já o Cine Walmir Almeida tem sessões de quinta a segunda-feira, a partir das 14h nos dias de semana e das 13h aos sábados e domingos.




