Com o slogan Sua voz redesenha a cidade, o passaporte foi desenvolvido para estimular a presença da população nas diferentes atividades previstas ao longo do processo participativo
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seminfra), realizou nessa terça-feira, 3, no auditório do Ministério Público de Sergipe (MPSE), a 1ª Audiência Pública Geral do processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e de elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana e de Gestão de Risco e Resiliência Urbana.
O encontro, conduzido pelo Grupo Gestor responsável pela coordenação dos trabalhos, marcou mais uma etapa do processo participativo de planejamento da capital e contou com o lançamento do Passaporte da Participação Cidadã, iniciativa criada para incentivar e valorizar o envolvimento dos aracajuanos nas discussões sobre o futuro da cidade.
Com o slogan Sua voz redesenha a cidade, o passaporte foi desenvolvido para estimular a presença da população nas diferentes atividades previstas ao longo do processo participativo. Mais do que um registro simbólico, a iniciativa busca fortalecer o sentimento de pertencimento e mostrar que cada cidadão tem um papel importante na construção de uma Aracaju mais justa, inclusiva, segura e sustentável.
A dinâmica é simples, a cada participação em audiências públicas, oficinas ou plantões comunitários, o cidadão recebe um carimbo com a mensagem Eu Contribuí. Ao reunir três carimbos, poderá receber o certificado de Cidadão Participativo, como forma de reconhecimento pelo envolvimento e pela contribuição com o planejamento da capital.
Além de incentivar a participação, o material também funciona como um guia informativo. O passaporte apresenta os objetivos dos três instrumentos de planejamento, as cinco regiões de participação, os bairros contemplados e o calendário das audiências públicas regionais. Dessa forma, os moradores podem acompanhar as etapas do processo, identificar as atividades previstas para suas regiões e saber como contribuir com propostas e sugestões.
De acordo com Edmara Vieira, coordenadora do Grupo Gestor da Revisão do Plano Diretor, a iniciativa foi pensada para aproximar os aracajuanos das discussões e reforçar que o planejamento da cidade precisa considerar a realidade e as necessidades de quem vive nela.
“Esse Passaporte da Participação Cidadã é uma forma de incentivar as pessoas a estarem presentes, participarem e se reconhecerem como parte desse processo de construção coletiva. Queremos mostrar que o planejamento de Aracaju não deve ser feito apenas por técnicos ou gestores, mas também por quem vive a cidade, conhece seus desafios e sabe o que precisa melhorar em cada bairro.
A cada audiência pública, oficina ou plantão comunitário, o cidadão terá a oportunidade de registrar sua participação com um carimbo ‘Eu Contribuí’. Ao reunir três carimbos, poderá receber o Certificado de Cidadão Participativo. Mais do que uma lembrança, esse passaporte representa o reconhecimento de que cada contribuição tem valor.
Nosso objetivo é aproximar os aracajuanos dessas discussões, despertar o sentimento de pertencimento e mostrar que todos têm um papel importante na definição dos caminhos que queremos seguir. Estamos discutindo a cidade de hoje, mas, principalmente, planejando a capital para as próximas gerações. Por isso, a participação de cada aracajuano é tão importante. Afinal, o futuro da nossa cidade também passa pela voz de quem vive nela. Sua voz redesenha a cidade”, destacou.
Participação popular
A primeira Audiência Pública Geral integra o processo de escuta e participação social que orienta a revisão do Plano Diretor e a elaboração dos outros dois instrumentos estratégicos. A proposta é reunir diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento urbano, considerando as particularidades dos bairros, as demandas da população e os desafios enfrentados pela capital.
A participação dos aracajuanos é fundamental para que as propostas contemplem as necessidades reais da cidade e contribuam para decisões que terão impacto no cotidiano da população. Por meio das audiências, oficinas e plantões comunitários, os moradores terão oportunidades de apresentar sugestões, apontar prioridades e colaborar diretamente com a construção dos instrumentos de planejamento.




