A aprovação da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019) impôs o mais severo aperto nas regras de aposentadoria da história recente do país. No Senado, a proposta contou com o apoio decisivo de Alessandro Vieira (hoje no MDB-SE, à época no Cidadania), que votou favoravelmente ao texto principal nos dois turnos de votação, alegando ser ela necessária, mas reconhecendo que sacrificaria os trabalhadores.

Para os milhões de segurados do INSS na iniciativa privada, a fatura foi direta e imediata. A reforma extinguiu a aposentadoria puramente por tempo de contribuição, fixou a idade mínima em 65 anos para homens e 62 para mulheres e achatou o valor dos benefícios: a média agora inclui 100% dos salários (sem descartar os menores) e parte de uma base inicial de apenas 60%, exigindo décadas adicionais de recolhimento para atingir o valor integral. Além disso, a pensão por morte foi rebaixada a uma cota familiar de 50%, acrescida de 10% por dependente.
O próprio parlamentar tinha plena consciência do impacto social da medida. Em pronunciamento no plenário do Senado, logo após a votação, Alessandro reconheceu que a etapa era “dura e sofrida” e que os trabalhadores sentiriam a redução direta em sua renda. Sabia perfeitamente o tamanho do sacrifício que estava chancelando para a população comum, mas mesmo assim votou favoravelmente à medida.




