Segunda edição da feira reuniu artesanato, gastronomia, música e lazer, ampliando as oportunidades de geração de renda e convivência para usuários dos serviços da Semfas
A participação de usuários dos serviços socioassistenciais marcou a segunda edição da Feira Centro Vivo, realizada no sábado, 19, na Rua Pacatuba, no Centro de Aracaju. Promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), a iniciativa possibilitou que participantes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de oficinas vinculadas aos serviços da pasta apresentassem e comercializassem peças produzidas durante as atividades realizadas nos equipamentos.
Das 16h às 22h, o público que passou pelo local também pôde acompanhar uma programação com gastronomia, música ao vivo, artesanato, plantas, carros antigos, colecionadores, bebidas e espaços de lazer para crianças. A presença dos usuários da assistência social integrou a proposta de aproximar a produção desenvolvida nos equipamentos públicos da comunidade e criar novas oportunidades de convivência e geração de renda.
Entre os expositores estava Ruth de Oliveira Santos, do CRAS Benjamim Alves Carvalho. Para ela, a oportunidade de apresentar e comercializar os produtos confeccionados nas oficinas representa também uma possibilidade de complementar a renda. “Estamos felizes por ter essa oportunidade de mostrar o que aprendemos e conseguir alguma renda. Como não temos renda, essa é uma renda que ajuda muito para a gente. É muito importante na nossa vida”, destacou.
A artesã Helena Santos, integrante do CRAS Gonçalo Rollemberg, no São Conrado, também ressaltou os benefícios da experiência. Segundo ela, além da possibilidade de comercializar os produtos, a participação em atividades como essa favorece a convivência e a criação de novos vínculos. “Eu fico grata com essa feira porque a gente vai ter a chance de vender nossos trabalhos. Eles são um incentivo e ajudam a ter uma renda extra. Além disso, é bom para a mente, a gente faz novas amizades e participa da feira”, afirmou.
Para Josefa Luciana, participante das oficinas do CRAS Antônio Valença, o envolvimento com as atividades representou uma nova experiência após a aposentadoria. Ela conta que encontrou nas oficinas uma oportunidade de aprendizado, convivência e descoberta de novas habilidades.
“Eu nunca pensei que poderia me identificar, mas me identifiquei bastante. Logo que me aposentei, fiquei um pouco ansiosa dentro de casa. Foi quando me indicaram esses cursos. Fui muito bem atendida, comecei minhas aulas, gostei e até hoje continuo participando”, relatou.
Josefa também destacou a oportunidade de apresentar os produtos confeccionados nas oficinas em eventos abertos à comunidade. “Gosto bastante do que faço e estou tendo a oportunidade de participar das feiras. Para mim, é um conhecimento, uma forma de ver como as coisas funcionam e como os meus trabalhos estão sendo expostos. Só tenho a dizer que sou muito grata a todos”, completou.
A participação dos usuários na Feira Centro Vivo amplia a visibilidade das atividades desenvolvidas nos equipamentos da assistência social e cria novas possibilidades de interação com a comunidade. Além de contribuir para a geração de renda, a iniciativa valoriza habilidades, fortalece vínculos de convivência e estimula a autonomia e o desenvolvimento de novas potencialidades.
Realizada na região central da capital, a segunda edição da Feira Centro Vivo reuniu diferentes expositores e atrações em uma programação voltada ao lazer, à cultura, à gastronomia e à valorização da produção local.




