A disputa entre governo e oposição pela relatoria da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 mantém indefinido o cronograma de tramitação da proposta no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não escolheu o senador responsável pelo texto nem encaminhou a proposta já despachada pelos deputados ao Senado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, o que tem adiado a tramitação da matéria no Congresso Nacional.
Parlamentares de esquerda e direita articulam com Alcolumbre a indicação de um nome que consiga atender aos principais interesses de cada lado.
A ideia do governo é manter o texto o mais parecido possível com o que foi aprovado na Câmara dos Deputados, no fim de maio. Para isso, o desejo é que um senador do próprio PT assuma a tarefa. Hoje, o nome de Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, é o mais cotado.
Outros senadores petistas também apareceram como possíveis candidatos à disputa desde que o texto foi aprovado pelos deputados. Rogério Carvalho (PT-SE) passou a ser ventilado nos bastidores e é visto como um nome forte para assumir a relatoria. Outro que chegou a ser cotado foi Fabiano Contarato (PT-SE), mas o senador saiu dos holofotes nos últimos dias.
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