Foi em 1894 que aconteceram as últimas rejeições a indicados pelo Presidente da República ao Supremo Tribunal.
Naquele tempo, o marechal Floriano Vieira Peixoto se encontrava em plena tensão dialógica com o poder civil, e o Senado de então rejeitou cinco de suas indicações. Mas era outro tempo, e Floriano indicara pessoas até mesmo sem formação jurídica, incluindo-se um velho general do Exército, o que os senadores consideraram uma afronta.
De lá para cá, a deferência do Senado foi irrestrita à vontade de todos os presidentes nestes mais de 132 anos.
A rejeição de Jorge Messias não caracterizou uma rejeição ao jurista indicado, mas uma eloquente resposta ao Palácio do Planalto.
Se Cristiano Zanin e Flávio Dino foram candidatos da predileção pessoal de Lula (PT), digo até personalíssima, o Senado considerava que esta era a sua vez, a de indicar um dos seus, e esse nome era inegavelmente o de Rodrigo Pacheco, rejeitado pelo presidente da República.




