Quando uma família consegue pagar as contas em dia, isso não é apenas “disciplina financeira”. Na vida real, quase sempre é consequência de renda mais estável, emprego mais regular, crédito mais saudável e perspectiva de futuro.
É por isso que os indicadores de mercado de trabalho e de inadimplência precisam ser lidos juntos, e é justamente nessa combinação que Sergipe se destaca no país.
Entre o início da gestão do governador Fábio Mitidieri, em janeiro de 2023, e dezembro de 2025, Sergipe avançou de forma expressiva: aumentou renda e melhorou o equilíbrio financeiro da população.
Não é “mágica” nem acaso estatístico. É um ciclo virtuoso: mais emprego e renda reduzem o risco de atrasos, aumentam a capacidade de pagamento e diminuem a pressão do endividamento sobre as famílias.
Do 15º para o 4º: uma virada no ranking nacional da inadimplência. Em janeiro de 2023, Sergipe ocupava a 15ª posição no ranking nacional do percentual de população adulta inadimplente, ou seja, ainda distante do grupo dos estados com melhor situação relativa.
Em dezembro de 2025, Sergipe chega à 4ª menor posição nacional. Esse salto é ainda mais simbólico quando olhamos o Nordeste: Sergipe era o 8º no ranking regional em janeiro de 2023 e passa a ser o 2º em dezembro de 2025, atrás apenas do Piauí.
Os dados de dezembro de 2025 mostram o tamanho desse avanço, em números bem concretos. Sergipe tem 44,04% da população adulta inadimplente, abaixo da média nacional de 49,65%.

Além disso, o endividamento médio dos inadimplentes também ajuda a explicar o cenário mais equilibrado: em Sergipe, a média é de 2,96 dívidas por CPF, com dívida média de R$ 4.806,29 – enquanto no Brasil a média é 4,01 dívidas por CPF, com R$ 6.382,37 de dívida média.
Isso significa, na prática, menos famílias “afogadas” em múltiplas dívidas e mais espaço para reorganizar a vida financeira. A renda melhorou, e melhorou de verdade. Esse avanço na inadimplência não acontece no vácuo. Ele conversa diretamente com o comportamento da renda do trabalho.
No emprego formal, Sergipe registrou em dezembro de 2025 um salário médio de admissão de R$ 2.157,62, com crescimento de 13,03% em relação ao mês anterior e de 22,43% na comparação com dezembro de 2024 – ambos os percentuais como os maiores do Brasil no período, colocando Sergipe como 9º do país e 1º do Nordeste.
Já na renda captada pela PNAD Contínua, o Estado apresentou no 3º trimestre de 2025 rendimento médio real habitual em todos os trabalhos de R$ 2.905, crescimento anual de 19,6%, com Sergipe liderando o Nordeste nesse indicador.
E há outro ponto crucial: além de aumentar, a renda está ficando menos desigual. O índice de Gini em Sergipe recua para 0,456, inferior ao de 2023 – 0,460.
Menos desigualdade significa, também, mais gente com renda suficiente para cumprir compromissos financeiros básicos do aluguel ao cartão, da água à compra do mês.
Por que renda maior reduz inadimplência? A relação é simples, mas poderosa:
1 – Renda mais alta – e com crescimento real – aumenta a capacidade de pagamento sem sacrificar consumo essencial.
2 – Emprego formal e admissões com melhor remuneração dão previsibilidade, o que reduz atrasos por “choque” de caixa.
3 – Menos desigualdade tende a reduzir o contingente de famílias no limite absoluto do orçamento, justamente onde a inadimplência nasce com mais facilidade.

Em dezembro de 2025, Sergipe combina um percentual de inadimplência relativamente menor – 44,04% – com menor intensidade de endividamento – menos dívidas por CPF e dívida média inferior -, um retrato típico de território onde o orçamento das famílias está menos pressionado.
O papel do governador e a política pública que sustenta o resultado. Resultados dessa magnitude não são obra de uma única medida, nem de um único órgão. Eles dependem de direção, coordenação e prioridade política.
Desde o início da gestão do governador Fábio Mitidieri, Sergipe vem consolidando um ambiente mais favorável à geração de emprego e renda: atração de investimentos, interiorização do desenvolvimento, apoio ao setor produtivo, fortalecimento de cadeias econômicas regionais e uma estratégia de qualificação conectada às necessidades reais do mercado.
É nesse ponto que entram políticas que “parecem” sociais, mas são, na essência, políticas econômicas: qualificar gente, conectar trabalhador à vaga, reduzir fricções entre oferta e demanda e ampliar a empregabilidade. Programas como Qualifica Sergipe e Primeiro Emprego são instrumentos desse desenho: elevam capital humano, facilitam inserção produtiva e ajudam a transformar crescimento econômico em renda na ponta.
E aqui é importante reconhecer o papel do Estado como coordenador: quando a estratégia é clara e sustentada pelo governador, as ações deixam de ser dispersas e passam a operar como um sistema. O resultado aparece no que mais importa: salário melhorando, renda crescendo e contas ficando em dia.
O que esse avanço significa para Sergipe. Menos inadimplência não é só “ranking bonito”. Ei-la:
1 – Melhora o acesso ao crédito (e tende a reduzir custo financeiro para as famílias);
2 – Amplia o potencial de consumo responsável, movimentando comércio e serviços;
3 – Fortalece pequenos negócios – porque famílias com contas em dia compram mais e atrasam menos;
4 – Dá estabilidade para o trabalhador investir em qualificação, moradia e bem-estar.
E quando colocamos lado a lado o que Sergipe entregou em renda e inadimplência, fica evidente que o estado entrou numa fase mais madura de desenvolvimento: aquela em que crescimento econômico começa a se traduzir em segurança financeira das famílias.
Sergipe provou, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, que dá para melhorar a vida real das pessoas com política pública séria, foco em emprego e renda e liderança política comprometida com resultados. O desafio agora é sustentar e aprofundar esse ciclo virtuoso, porque desenvolvimento de verdade é aquele que chega na mesa, no bolso e na tranquilidade de quem trabalha.
https://jlpolitica.com.br/articulista/jorge-teles/renda-emprego-e-contas-em-dia-o-ciclo-virtuoso-que-sergipe-construiu-entre-2023-e-2025



