André vira alvo de intrigas políticas no Rio e reage com ofensiva judicial

A política nunca foi terreno para amadores, mas o recente episódio envolvendo o secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, o sergipano André Moura (União Brasil), mostra que o “jogo” por vezes pode ultrapassar a linha da disputa por espaços de poder para entrar na esfera da destruição de reputações. André Moura, que almeja uma das vagas ao Senado por Sergipe em 2026, foi enredado em uma crise fabricada que expõe o lado mais bruto da política.

O estopim foi aceso por Victor Travancas, uma figura controversa alocada em posição estratégica no governo fluminense. Numa manobra clássica de pressão política, esse advogado e servidor comissionado do governo estadual utilizou a imprensa para atingir seu superior hierárquico indireto, André Moura, como forma de emparedar o governador Cláudio Castro (PL). O método escolhido não foi o debate de gestão, mas o uso de injúrias, calúnia e difamação.

A coluna apurou que a conduta de Victor Travancas não surpreende quem circula nos bastidores do Palácio Guanabara. O ex-assessor carrega a fama de manter um perfil de instabilidade emocional e de nutrir uma frustração indisfarçável: a inveja por não ter alcançado o cargo de secretário, posto ocupado pelo sergipano desde abril de 2019. Além das denúncias vazias – modus operandi que já vitimou outros secretários da atual gestão –, fontes apontam um componente ainda mais perverso nos ataques: um preconceito velado, já manifestado publicamente, pelo fato de André Moura ser nordestino e ocupar um dos postos mais estratégicos da administração do Rio.

A reação: judicialização e foco – Quem conhece o perfil combativo de André Moura sabe que ele não deixaria as agressões sem resposta. A defesa do secretário já ajuizou uma Queixa-Crime (Ação Penal Privada) contra Victor Travancas. Na peça, a qual o blog teve acesso com exclusividade, os advogados demonstram que o agressor cometeu calúnia, ao imputar falsamente fatos criminosos, e difamação, ao usar termos pejorativos com o dolo específico de atacar a imagem do gestor.

Para André Moura, no entanto, o cenário tem leitura dupla. Ele identifica que os ataques no Rio servem de munição para seus adversários em Sergipe. O pré-candidato classificou a repercussão como uma estratégia “previsível” de opositores locais que, sem votos ou legado de realizações em prol da população sergipana, tentam nacionalizar crises artificiais. “Já esperava esse comportamento, mas não tão cedo”, avaliou André Moura, reafirmando que não debaterá “meras ilações” na imprensa, deixando a resposta para os tribunais.

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Mitidieri blinda André – Em meio ao tiroteio político, o governador Fábio Mitidieri (PSD) fez um movimento de blindagem explícita ao aliado. Ele classificou as citações a André Moura como “agressões sem provas” e reiterou a solidez da aliança para 2026. O governador fez questão de lembrar o peso do ex-deputado como articulador de recursos para o estado. “Até que se prove o contrário, continuo acreditando na idoneidade dele. Vou estar com ele”, sentenciou FM, enviando um recado claro aos que apostaram em um distanciamento.

A verdade sobre a CPMI – Ainda sobre o “tiro ao alvo” contra André Moura, Fábio Mitidieri trouxe racionalidade técnica ao debate sobre a citação do ex-deputado na CPMI do INSS. O governador explicou que a assinatura do então líder do PSC em indicações investigadas foi ato puramente “protocolar”, inerente à função de liderança partidária que apenas encaminha demandas da bancada, sem escolha pessoal. Fábio Mitidieri ainda corrigiu a cronologia distorcida pelos críticos: o caso remonta ao governo Bolsonaro, e não à era Temer – quando André Moura liderava o Governo –, esvaziando a narrativa de fatos novos ou ligação direta com ilícitos.

 

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