Não é nada fácil emplacar nomes numa administração, seja ela qual for. Assim, quando há uma tentativa de colocar o nome do presidente estadual do União Brasil, André Moura, na CPMI do INSS, há que se avaliar se isso é mera jogada política, que tenta prejudicá-lo, ou se isso não passa de uma espécie de ‘assombração’ fantasiosa.
Explica-se: quando, em 17, André era o líder do governo no Congresso, durante o mandato de Michel Temer na Presidência, óbvio que caberia a ele indicações, afinal ele estava lá ‘dando a cara a tapa’ nas pautas defendidas pela então administração federal na Câmara e no Senado.

Daí que a indicação de um técnico para o INSS ou para qualquer outro espaço teria, sim, fundamento, sem problema algum. Acontece que o recorte temporal sobre o qual a CPMI em questão majoritariamente se concentra diz respeito ao período entre 19 e 25, portanto percorrendo todo o governo de Jair Bolsonaro (PL) e o do presidente Lula (PT) até aqui, quando as fraudes no INSS foram, enfim, investigadas e trazidas a público neste ano da graça de 25. E mais um detalhe: a deputada federal Yandra Moura do mesmo União, assinaria a criação de uma CPI em que o nome de seu pai, André, pudesse estar minimamente implicado? Ah, façam-nos o favor, né?
Por tudo isso que a tentativa de implicar André em qualquer coisa que diga respeito ao INSS cai no campo dos factoides. Ora, André tinha força no governo Temer, lógico. E, depois, manteve a sua capacidade de circulação em Brasília – tanto é que desde 19 é secretário da Representação do Rio de Janeiro na capital federal. Mas daí a querer que ele seguisse tendo a mesma força nas decisões de indicações e nomeações nos governos Bolsonaro e Lula é algo pra lá de mentiroso, pra dizer o mínimo!
Assim, o que resta é, como ele mesmo declarou, através de sua assessoria, uma mera tentativa de implicá-lo para simplesmente atacá-lo e prejudicá-lo politicamente. E como estamos num ano pré-eleitoral, é preciso que todos fiquemos bastante atentos em relação aos movimentos e declarações que acontecem e que venham a acontecer. Porque, especialmente num caso como esse, o risco é se tratar de uma ação para enfraquecer o nome de André Moura, ainda mais quando se trata de uma ‘acusação’ que não oferece provas de zorra nenhuma, né assim? Pois é!
P.S.: e embora seja tentador apontar dedos para indicar quem poderia estar por trás dessa lambança de tentar macular o nome de André Moura, a casa aqui não cai nessa esparrela. Primeiro porque é feio e antijornalístico fazer ilações. Mas como há indicativo claro de que as tais ‘acusações’ partiram da oposição em Lagarto, especialmente através de uma figura que usa a internet para atacar com fake news e que já foi, inclusive, condenada a prisão por isso, parece ficar claro que, ao menos quem essa figura ‘acusa’, não tem nada com isso. Explica-se também: essa figura perigosa ‘aponta o dedo’ pra Rogério Carvalho que, por sinal, é o candidato do prefeito lagartense, Sérgio Reis, ao Senado, de quem essa figira é opositora declarada. Eis que, com esse tipo de ‘acusação’, lógico que fica claro se tratar de mais uma fake news, dentre tantas já feitas, pela turma da ‘milícia digital’ que tanto mal vem fazendo a Lagarto. Por isso, leitores e leitoras, atentai bem: não dá pra cair em fake news desse povo aí, não! E isso sob pena de prejudicar não a André, não a Rogério e nem a Sérgio. Mas sob pena de prejudicar toda a sociedade com tamanhas desinformações. É isso!




