Atendendo a pedidos da população por mudas de espécies como alecrim, manjericão e outras plantas, o Horto Municipal de Aracaju iniciou uma nova etapa de produção voltada à agricultura urbana. A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), busca resgatar na rotina das pessoas os saberes ligados à terra, ao cultivo e ao uso terapêutico das plantas, movimento que vem sendo observado pelos técnicos da pasta durante diversas ações no município.
A iniciativa, que une experiência técnica e olhar social da equipe, vem selecionando espécies com potencial para enriquecer não apenas os jardins, mas as cozinhas e até, quem sabe, pequenas hortas urbanas. São mudas de Mamão, Pimenta Biquinho, Maracujá, Tomate Cereja, Tomate e Pimentão que já estão disponíveis para doação à população na sede do Horto e em outras ações da prefeitura como ‘Sema no Seu Bairro’ e o ‘Tamo Junto Aracaju’.
“As plantas medicinais que cultivamos inclui tanto espécies aromáticas quanto outras destinadas ao consumo. Com isso, observamos a possibilidade de ampliar a produção e incluímos essas que são mudas alimentícias. Estamos iniciando agora um novo cultivo, nesta semana, e já começamos às doações. Na edição mais recente do ‘Tamo Junto’, por exemplo, foram distribuídas mudas de mamão, maracujá e pimenta-biquinho, que também foram incluídas na doação semanal realizada em nosso espaço”, ressalta o coordenador do Horto, José Marques.
Os testes feitos pelo Horto verificaram quais espécies se adaptam melhor ao cultivo doméstico, em vasos ou pequenos canteiros. A ideia é garantir que, quando forem distribuídas, as mudas tenham alta taxa de sobrevivência e de aproveitamento real por parte das famílias. A decisão do plantio de novas mudas, conversa com tendências crescentes por Aracaju: hortas comunitárias, quintais “com vida” e o resgate do uso tradicional das plantas medicinais. Práticas que não apenas promovem nutrição, mas também fortalecem memórias afetivas, bem-estar e ampliam a sensibilização no cuidado com o meio ambiente.
E enquanto elas crescem silenciosamente nas estufas do Horto Municipal, cresce também o sentimento de que a cidade pode – e deve – produzir mais que concreto. Pode produzir saúde, sabor e sabedoria ancestral, começando por uma muda no quintal.




