De acordo com informações do Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju (CCZ), o total de notificações encaminhadas pelas unidade de saúde da cidade apontam, até o mês de agosto, 602 pessoas já foram picadas por escorpião na capital sergipana.
Já em todo o período do ano passado, foram registrados 814 acidentes causados pela picada do animal. Levando em conta os oito primeiros meses desse ano, calcula-se que, em média, cerca de duas pessoas foram picadas por escorpião a cada 24 em Aracaju. O dado é praticamente igual ao do mesmo período do ano passado.
De acordo com a gerente do CCZ, Marina Sena, os escorpiões costumam aparecer em períodos em que as temperaturas estão mais elevadas. Esses animais vivem em esconderijos, portanto, procuram locais que possuam o ambiente propício para sua proliferação como terrenos baldios com vegetação alta, lugares com acúmulo de lixo, paredes sem reboco, esgoto aberto e ralo sem tela.
Outro fator que influencia no aparecimento e infestação de escorpiões é a oferta de alimento, sendo a barata o prato principal desse animal. “Se tem barata, provavelmente o escorpião vai tá ali, porque ele vai estar se alimentando dela. Se a gente elimina a barata, podemos ter uma redução do aparecimento do escorpião”, explicou Marina Sena, gerente do CCZ.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde orienta a dedetização para baratas e não especificamente para o escorpião, isso porque esses animais são muito resistentes ao inseticida. Além disso, a presença do veneno provoca o desalojamento desse invertebrado, que acaba procurando outros locais para se abrigar, a exemplo de guarda-roupas, gavetas e dentro de sapatos. Isso aumenta a possibilidade de acontecer acidentes pela picada do bicho.
Por isso, como destaca Marina “A recomendação é fazer a dedetização para baratas com produtos pastosos, para evitar que o veneno atinja o escorpião e cause seu desalojamento e a procura por um novo abrigo”, contou Marina.
O veneno do escorpião é perigoso principalmente para idosos e crianças, mas, de acordo com Marina, se qualquer pessoa, independente da idade, for picada por um escorpião, a orientação é que procure a unidade de saúde mais próxima para atendimento médico. Somente um profissional de saúde pode analisar se há necessidade de aplicar o soro antiescorpiônico ou outro tipo de procedimento necessário.
Aqui na capital existem duas espécies do artrópode. Ambas são o escorpião amarelo, o Tityus Serrulatus e o Tityus Stigmurus. Em 30 anos, nenhuma vítima fatal foi registrada em Aracaju após ter sido picada por um desses escorpiões.




