Neste domingo, 29, o Forró Caju 2025 chega ao fim deixando um legado que vai além da música, da tradição e da cultura popular. Ao longo de todos os dias da festa, a Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) esteve presente de forma ativa, garantindo acolhimento, inclusão e proteção social para os mais vulneráveis. Ações organizadas e pensadas com cuidado reforçaram o compromisso da Prefeitura de Aracaju com uma cidade mais humana, segura e acessível.
O Camarote da Acessibilidade foi um dos principais destaques do evento. Com estrutura planejada para receber pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e demais grupos prioritários, o espaço garantiu conforto, segurança e dignidade. Por noite, foram 120 vagas.
A estudante Maria Vitória Valentim Menezes, de 17 anos, ressaltou a importância do espaço. “Aqui no camarote a gente tem uma visão privilegiada do palco e mais conforto no show. É mais vantajoso, mais calmo e menos perigoso do que ficar no meio do pessoal”, pontua.
Quem também aprovou a estrutura foi a técnica de enfermagem Ana Jéssica Santana dos Santos. “Estou acompanhando tudo certinho. Estou gostando da comodidade. É um ambiente muito agradável. É a primeira vez que eu venho e estou 100%. Super recomendo. Foi tranquilo para o meu filho, com certeza retornaria”, detalha.
Abordagem Social
As equipes da abordagem social também atuaram de forma constante em todo o circuito da festa. Profissionais realizaram o acolhimento, escuta e encaminhamentos a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Para proteger crianças e adolescentes, foram distribuídas 2.000 pulseiras de identificação. A ação funcionou como medida preventiva e permitiu uma resposta ágil em casos de desencontro, garantindo mais tranquilidade às famílias durante os festejos.
A coordenadora da abordagem social, Aline Rocha, reforçou que a atuação da equipe foi intensa e essencial, com três frentes principais. “Trabalhamos na identificação de vulnerabilidades em todos os grupos, desde crianças até pessoas em situação de rua. Prestamos suporte ao serviço de saúde, especialmente diante de casos de adolescentes que consumiram álcool com energéticos, o que gerou quadros preocupantes. Também distribuímos cobertores e kits de higiene para pop rua, além de realizar acolhimentos institucionais. Foi um trabalho necessário, qualificado e que garantiu proteção social a quem participou da festa”, disse.
CRAM
O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) também teve atuação importante, com plantão especial durante todo o evento. A coordenadora do CRAM, Luciana Ribeiro, destacou o trabalho desenvolvido.
“A iniciativa visou prevenir a importunação, o assédio e toda forma de violência contra a mulher. Aquela mulher que teve seus direitos violados pôde procurar o contêiner rosa da Patrulha Maria da Penha e, dessa forma, registrar o boletim de ocorrência aqui mesmo, durante o evento. Assim, nós acolhemos e garantimos todos os direitos para que essa mulher pudesse, nesse Forró Caju, curtir a festa com tranquilidade”, conta.
Balanço das ações
• 25 casos de trabalho infantojuvenil
• 01 criança acolhida com medida protetiva
• 41 atendimentos/ações à população em situação de rua
• 400 cartazes afixados sobre a proibição de venda de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes




