Quem passa pelo Palco Gerson Filho, no Casarão Clemilda, sente na hora: o forró pé-de-serra está mais vivo do que nunca! Ao som da sanfona, zabumba e triângulo, o arrasta-pé toma conta das noites do Forró Caju 2025, reunindo gente animada, dançando coladinho e celebrando as raízes do São João tradicional.
Com programação paralela à do Palco Luiz Gonzaga, o Casarão tem sido ponto de encontro para quem busca aquele forrozinho raiz, com repertórios que resgatam o xote, o baião e a verdadeira alma nordestina. A energia contagiante e o clima acolhedor conquistam não só os aracajuanos, mas também os turistas que chegam em busca de cultura e autenticidade.
A proposta do espaço foi destacada pelo vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques. “O Forró Caju tem sido muito positivo em todos os sentidos. Desde a primeira fase até agora, nessa segunda etapa aqui na área dos mercados, a gente percebe o quanto essa festa cumpre aquilo que foi uma promessa da nossa campanha: valorizar de forma concreta os artistas sergipanos. E isso está muito presente aqui no palco Gerson Filho, no Casarão Clemilda. A gente vê esse espaço sendo ocupado por forrozeiros autênticos, que representam nossa identidade cultural, com aquele forró pé de serra que emociona e faz todo mundo dançar, sejam aracajuanos ou turistas. E o mais bonito é que o Forró Caju também movimenta a economia local, gerando renda, promovendo empregos temporários e aquecendo o comércio da região. É uma festa que valoriza a cultura e contribui de verdade com a cidade.”
A defesa do forró tradicional também é motivo de orgulho para o servidor público Emerson Andrade, que acompanha de perto a programação do Casarão Clemilda.
“Acho isso de uma importância enorme, porque mantém vivo o forró tradicional, não deixa morrer o forró raiz – que é, na verdade, o verdadeiro motivo dessa festa. É ele que justifica o São João, é o que dá sentido a tudo isso aqui.”, destacou.
Quem também não perde uma boa roda de forró é o casal Cláudio Vinícius e Aleide Donato. Ele, vigilante, ela, enfermeira, fazem questão de prestigiar o palco do forró pé de serra. “A importância de ter os dois palcos é justamente isso: manter viva a cultura. E no nosso caso, a gente prefere mesmo a raiz rústica, esse forró de verdade que tem aqui no palco Gerson Filho. Como bons nordestinos, somos forrozeiros e amamos esse espaço”, disse Vinícius.
Aleide reforça a experiência e a emoção de viver esse momento ao lado da família. “É uma oportunidade maravilhosa pra gente, sergipanos, e também para quem vem de fora. Aracaju é a terra do forró, e aqui a gente encontra tudo: cultura, comida típica, tradição. Eu tô aproveitando demais com meu esposo, curtindo o friozinho e esse forró gostoso, esse pé de serra que representa o Norte e o Nordeste. Estamos amando e, se depender da gente, voltamos até o último dia de festa!”
A programação no Casarão Clemilda segue até o dia 29 de junho, com muito mais forró tradicional, valorização da cultura nordestina e espaço garantido para quem faz da arte sua missão. O Forró Caju 2025 mostra, mais uma vez, que é possível unir tradição, inclusão, economia e cultura em uma grande festa popular.




