Forró Caju 2025: Abordagem Social garante direitos da população em situação de vulnerabilidade

Durante o Forró Caju, a Secretaria da Família e da Assistência Social (Semfas) realiza ações voltadas à inclusão e à proteção da população em situação de vulnerabilidade. Entre essas iniciativas está o trabalho da Abordagem Social, voltado à garantia de direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade. Todas as noites do evento, uma equipe com 12 profissionais monitora possíveis violações. A ação integra a Proteção Social Especial (PSE).

O Serviço Especializado em Abordagem Social tem como foco a preservação dos direitos de crianças, adolescentes e demais públicos em risco, especialmente diante de situações como violência de gênero, racismo, LGBTQIA+fobia e agressões contra idosos ou pessoas com deficiência.

Além disso, a equipe percorre o perímetro da festa orientando comerciantes sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Rafael Faria, dono de uma barraca de drinks, reconhece a importância dessa conscientização sobre a responsabilidade de quem vende.

“É comum crianças e adolescentes tentarem comprar bebida, mas cabe ao vendedor ter consciência. Apoio a campanha porque quando acontece algo mais sério, como uma overdose, o risco é grande. É uma responsabilidade de todos evitar isso”, destacou.

A coordenadora do Serviço Especializado em Abordagem Social, Aline Rocha, ressalta que a atuação é feita em parceria com o Conselho Tutelar e com o apoio ao posto médico instalado no evento. Uma das ocorrências mais frequentes, segundo ela, é o consumo abusivo de álcool por adolescentes.

“Recebemos diversos chamados de adolescentes em situação grave por ingestão abusiva de álcool. Atuamos para garantir a proteção social, contatando familiares e acionando a rede de atendimento da Semfas”, afirmou.

Neste mês, que marca o enfrentamento ao trabalho infantil, o serviço também intensifica a sensibilização quanto à proibição do envolvimento de menores de 18 anos em atividades noturnas ou insalubres.

Paralelamente, é realizada a identificação de crianças e adolescentes com pulseiras que contêm os dados dos responsáveis, o que facilita a localização em caso de desencontro. Eline Luzia Andrade, autônoma e mãe de dois filhos, elogiou a ação de identificação infantil.

“É uma iniciativa muito importante. Em um evento com tanta gente, se a criança se afastar, com a pulseirinha fica mais fácil encontrá-la com segurança”, disse.

Balanço das ações

Foram realizadas 82 orientações socioeducativas a comerciantes, com a fixação de avisos sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Além disso, 102 crianças e adolescentes receberam pulseiras de identificação.

Não houve nenhuma ocorrência no posto médico, e foram realizados três atendimentos relacionados ao enfrentamento ao trabalho infantil.

 

 

 

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