Forró Caju 2025: café nordestino reúne catadores de recicláveis e promove valorização profissional

Durante as noites do Forró Caju 2025, um espaço especial se destacará além das tradicionais quadrilhas, sanfonas e delícias típicas e atrações musicais. O café nordestino destinado aos catadores de resíduos sólidos é uma iniciativa da Prefeitura de Aracaju por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), cujo objetivo é valorizar os trabalhadores que atuam no recolhimento de materiais recicláveis, incansavelmente, durante o festejo no Projeto Recicla Junino.

Um momento de acolhimento e reconhecimento

O café nordestino, oferecido durante os doze dias de Forró Caju 2025, em uma área reservada próxima ao evento, é um gesto simples, mas carregado de significado. Catadores como Diógenes da Silva, que participa pela 1ª vez no evento, fizeram questão de falar sobre a importância dessa ação.

O catador de recicláveis Diógenes da Silva relata que, desde cedo, atua na coleta de materiais como forma de sustento e expressa sua gratidão pela iniciativa do café junino. “Catar é minha profissão, faço isso para sobreviver e manter a minha família. Quando a gente é reconhecido, faz muita diferença. O uso da camiseta, por exemplo, nos identifica como profissionais. Somos um tipo de catador que trabalha para sobreviver, e fico muito grato pela Prefeitura e pelos órgãos que tiveram esse cuidado conosco.”

Além da disponibilidade de um cardápio completo, composto por comidas típicas da época, dividem espaço com beiju, pé de moleque, milho, cuscuz temperado, assegurando a energia necessária para enfrentar as longas horas do evento. Bem como, a iniciativa ainda reforçou a importância dos catadores no ciclo de reciclagem e sustentabilidade, com a entrega de camisas que traduzem o respeito ao trabalho deles e pilares fundamentais do  Recicla Junino, em parceria com Rede de Cooperativas de Catadores de Resíduos de Aracaju (CARE) uma das ações sustentáveis que garantem a economia circular durante os dias de festa.

Sustentabilidade em destaque

O evento, que reúne milhares de pessoas todas as noites, também é uma oportunidade para promover práticas de responsabilidade ambiental. A coleta de materiais recicláveis é coordenada por equipes especializadas, que contam com o apoio dos catadores cadastrados.

O Coordenador ambiental, Diego Leite, esteve presente no café nordestino e reiterou que a parceria com os catadores não é apenas uma necessidade logística, mas uma forma de inclusão e reconhecimento do trabalho executado.

“Eles são verdadeiros agentes ambientais. O  projeto Recicla Junino, que é um projeto junto com os catadores, que vão participar aqui do evento, o Forró Caju 2025. Esse ano com um diferencial,a disponibilidade de um café diário e nordestino para todos os catadores que vão participar do evento, entre os dias 18 a 29 de junho.”

Todos os dias, a partir das 16h, os catadores têm acesso aos alimentos e podem seguir com o recolhimento dos resíduos, latinhas, plásticos e vão se direcionar aos contaniers previamente instalados.

“É importante frisar, que a gente está dando para os catadores a questão da acessibilidade. E é tudo mais, é isso, é o apoio ambiental, realizando esse trabalho junto com os catadores”, ressaltou.

Um impacto que vai além do festejo junino

Ao fim do Forró Caju 2025, o material recolhido pelos catadores é destinado às cooperativas de reciclagem, por meio do contêineres instalado do projeto “Recicla Junino” promovendo geração de renda e reduzindo o impacto ambiental.

Para muitos coletores de resíduos, a renda obtida durante o evento revisita um extra financeiro, e a ação do Café nordestino se torna um exemplo de como eventos culturais podem integrar práticas de inclusão social e respeito ao meio ambiente.

Forró Caju 2025 – não é apenas um espaço de comemoração à cultura nordestina, mas também um exemplo de como pequenas ações podem gerar grandes impactos na vida de quem, com dedicação e discrição, contribui para manter Aracaju ainda mais limpa.

 

 

 

Home

Deixe uma resposta