PF diz que Mauro Cid buscou suporte jurídico para golpe de Estado

Polícia Federal (PF) concluiu após análise parcial dos dados armazenados no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que Cid “reuniu documentos com o objetivo de obter o suporte jurídico e legal para a execução de um golpe de Estado“. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

A PF diz ainda que “o investigado compilou estudos que tratam da atuação das Forças Armadas para a garantia dos Poderes constitucionais e GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Os documentos tratam da possibilidade de emprego das Forças em caráter excepcional destinado a assegurar o funcionamento independente dos Poderes”.

A análise identificou ainda que Cid usa um vídeo de um jurista que deu suporte para teses de teor golpista baseadas no artigo 142 da Constituição.

O encontro de um documento apócrifo (sem assinatura) enviado a partir de um número atribuído a Cid levou à produção do relatório da PF. Segundo essa investigação, no dia 28 de novembro de 2022, já depois da derrota de Bolsonaro, Cid envia três imagens que chamaram a atenção dos policiais.

As fotografias seriam backup de um documento que, em seu parágrafo final, dizia: “declaro o estado de sítio e, como ato contínuo, declaro operação de Garantia da Lei e da Ordem”.

(Publicado por Fábio Munhoz)

 

 

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