Alessandro Vieira instiga deputados a assinarem requerimento de CPI

O senador Alessandro Vieira criticou o fato da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tramitava na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) ainda não ter recebido votos suficientes para ter andamento na Casa. Ele instigou que os parlamentares votem o requerimento, mesmo os favoráveis ao governo, alegando que se não há problemas e nem o que temer.

“Aquele que tá com o governo, mas que tem confiança na lisura, na honestidade do governo, também não tem porque fugir da CPI”, declarou o parlamentar durante entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM na manhã desta segunda-feira, 26.

Ele criticou o fato de parlamentares da oposição ainda não terem votado para a aprovação da CPI e disse que tem notado “discurso de quem só é corajoso no palanque, mas no papel não assina seu nome”.

“Eu vejo muita gente que faz ‘oposição’ para enganar seus eleitores. Eu vejo esses parlamentares atuando e cobrando ações principalmente do Governo Federal, mas quando chega no estadual não tem coragem”, disse o senador.

Em relação às cobranças por posicionamentos dos deputados sobre a CPI na Alese, o senador disse que isso é natural de ocorrer e que se engana o parlamentar que achar o contrário.

“Quem não aguenta a cobrança que vá procurar outro serviço”, declarou.

Covid-19

Alessandro considera que a campanha de vacinação em todo o país ainda está lenta, mas disse ter notado sinais de aceleração nas últimas semanas.

Ele, que ainda está se recuperando da covid-19 após ter sido diagnosticado há pouco mais de um mês, revelou que continua fazendo tratamento com uso de medicamentos e fisioteriapia. Por conta disso, o senador afirmou que tem trabalhado menos que o de costume, seguindo orientações médicas.

O parlamentar comentou sobre a CPI da Covid-19 que tramita no Senado Federal e afirmou que pretende atuar de forma que a ação não se transforme no que chamou de “palanque para atacar governos”. Para ele, a CPI deve apurar “não só a ação e omissão do governo, mas também a questão dos repasses dos recursos para estados e municípios”.

“A minha expectativa é que a gente possa fazer um trabalho reconstrução de tudo que aconteceu, desde o estímulo a utilização de remédios sem eficácia, à potenciais desvios no repasse de recursos”, declarou também.

Sobre a escolha de Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da comissão, Alessandro explicou que o processo não ocorre por votação e sim por indicação. Por isso, como o partido de Renan possui maioria na Casa, é utilizada a lógica da proporcionalidade para a escolha do relator, junto com a indicação do partido, mas Alessandro disse não concordar com o processo.

Caso Rodrigo

Alessandro comentou sobre o fato de ter sido vítima de fake news e disse que as investigações da Polícia Federal apontaram que “o deputado usava um chip de um celular roubado para compartilhar notícias falsas”. Ele alegou que não se interessa no que a justiça decidiu sobre o caso.

Ele declarou ainda que o crime foi articulado e que não poderia ter sido considerado em uma ação de crime contra a honra, mas sim como crime de falsidade ideológica. Alessandro afirmou que não designou advogados para acompanhar o caso.

Outros assuntos

Sobre candidaturas para 2022, Alessandro disse que o momento é de lidar com as vítimas da pandemia, mas confirmou que o partido participará com uma candidatura no pleito do ano que vem.

Ele comentou também sobre a votação do projeto para definir o piso salarial dos profissionais de Enfermagem e disse acreditar em uma terá tramitação positiva no senado. Para ele, a carreira desses profissionais é subvalorizada no Brasil há muito tempo.

Em relação as obras da BR-101, ele reconheceu que ao longo dos últimos dois anos as obras tiveram continuidade, com recursos adquiridos pela bancada no senado, mas que com a aprovação do novo orçamento federal, os recursos que dariam prosseguimento à duplicação foram cortados. O senador disse que agora os senadores devem voltar a buscar tratativas para reaver esses recursos.

 

 

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