Hyago denuncia mau uso de mais de R$ 2 milhões destinados ao combate à Covid

Nesta quarta-feira, 6, o prefeito interino do município de Carmópolis, Hyago França, concedeu entrevista ao Jornal da Fan 2ª Edição e denunciou mau uso de pouco mais de R$ 2 milhões destinados ao combate à Covid-19. Segundo ele, as contas estão negativas e a população não viu efetividade no combate à doença.

“Nessa onda de coronavírus, deu entrada nas contas do município R$ 2.250.208,64 e nessa conta que entrou esse recurso se encontra negativa em R$ 480, ou seja, esse dinheiro não existe mais e, além de não existir, a conta está negativa. Esse dinheiro que poderia ser aplicado de diversas maneiras, entrou, mas faltou gestão”, disse Hyago, que ocupa o cargo enquanto a prefeita Esmeralda Cruz recupera a saúde.

Ele pontuou que fornecedores foram pagos, mas a população não viu nada de concreto. “Temos uma relação de fornecedores que foram pagos, valores muito altos, alguns com mais de R$ 160 mil. Foi gasto de uma forma que o povo de Carmópolis não viu benefícios. Foi usado de uma forma errada, porque o dinheiro vem carimbado”, acrescentou o vice-prefeito.

Hyago reafirmou que a situação encontrada em Carmópolis é caótica. “A situação que a gente encontrou é pior do que a gente imaginava. O servidor público está sem receber julho, dezembro e o décimo terceiro salário. Até para a gente cobrar um melhor desempenho a esses servidores fica uma situação constrangedora. Na transição a gente já teve a resposta que as contas estão zeradas e precisamos ver até o dia 10 quanto vai entrar de recurso para tentar regularizar essa situação”, disse.

Inclusive, a Secretaria de Educação do município não possui local para funcionamento. “Passei a manhã de ontem visitando todos os prédios públicos e estão em total abandono, até a Secretaria de Educação não existe. Não tem um local para abrigar a secretaria, a que ponto a gente chegou”, lamentou o novo gestor.

E continuou: “Quando computamos todos os débitos deixados aqui na Prefeitura, com servidores, fornecedores e impostos, a conta chega a mais de R$ 20 milhões. A gente vai resolver, mas com cautela, pois não temos como fazer mágica. Temos apenas seis dias de gestão e já estamos resolvendo muita coisa. De uma coisa a gente tem certeza, que trabalho não vai faltar. Acredito que dentro de um ano e meio ou dois anos iremos colocar as coisas nos trilhos”, garantiu Hyago.

Por último, o vice-prefeito reforçou a prioridade no pagamento dos salários dos servidores. “A gente está tentando desbloquear o recurso que está bloqueado, que é mais de R$ 2 milhões para pagar a folha de efetivos. Já entramos com mandado de segurança. Tivemos dificuldades na questão do lixo na cidade e pouco a pouco estamos trabalhando e conversando com os efetivos para nos ajudar. Para se ter ideia, as varredeiras não tinham nem vassoura, estavam pegando emprestadas. A gente está fazendo reunião com os efetivos para mostrar a realidade. Essa situação do servidor público me entristece bastante. As contas estão zeradas. Na hora que os nossos advogados conseguirem resolver essa questão, nós vamos pagar aos servidores”, finalizou Hyago França.

Por Diego Rios

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