Por Luís Américo: “A polarização e a violência cultural na política brasileira”!

Por Luís Américo: “A polarização e a violência cultural na política brasileira”!

A proximidade do pleito eleitoral de 2026 exacerba uma nova problemática social que se agrava desde 2018: A polarização da sociedade brasileira no cenário politico.

A questão tem invadido vários ambientes da sociedade, mas encontra maior ressonância nas redes sociais, e creio ser uma nova patologia do comportamento humano.

O cientista político Mário Fuks , da UFMG, trata a questão com uma argumentação muito pertinente, a polarização migrou da ideologia pra afetividade. Assim, Fuks dá a ideia predominante do país hoje, a ”Polarização Afetiva”, que nada mais é da ideia de pertencimento, uma sensação do que as suas próprias sensações de justiça e igualdade pertence a uma ideia de pensamento daqueles que pensam igual a você, sem se questionar se isso tem validação social, científica ou ideológica.
Então, o que importa é invalidar ou desmerecer o valor do outro pensamento. Desta forma, se eu sou contra movimentos sociais como quirombola, lgbtqia+, indígenas ou de direito a propriedades improdutivas, e tenho respaldo de um líder pra validar meu pensamento, eu pertenço a um grupo “democrático” que tem o poder de dizer que essas são pautas irrelevantes, sem levar em consideração o alcance positivo destas políticas na população.

Essa nova onda de tratar nossa democracia de forma tão banal, com viés do NÓS x ELES, criando uma dicotomia contrária a governabilidade tem levado ao congressos pessoas mais desprezíveis que os políticos da velha guarda, que achávamos abomináveis, mas que tinham propostas ideológicas para a sociedade, e que eram aproveitadas por governos de oposição que, eventualmente, tomavam o poder.

A rede social, que tanto facilitou a vida de trabalhadores e empresários, é hoje o foco de uma disseminação de ódio e mentiras para, a todo custo, ganhar o poder. Sem nenhuma proposta, sem nenhuma ideologia, somente o desejo de odiar o oponente por odiar. O fim da democracia começa quando uns acham que tudo que pensam está correto, e tudo que os outros pensam é errado.

Distorceram soberania, patriotismo, democracia, tolerância, ideologia, e transformaram tudo em intolerância em nome do PODER.

Estamos, inconscientemente, desmontando a democracia e, por tabela, construindo uma sociedade intolerante para nossos filhos. Como diria o historiador Castro Rocha em estudo recente: “A guerra cultural propõe sempre a eliminação do outro”.

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