Ala do STF vê Alcolumbre enfraquecido e com chance baixa de se reeleger

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) avalia que o senador Davi Alcolumbre (União-AP) saiu enfraquecido e com menos influência política das eleições e que terá dificuldade em se reeleger presidente do Senado Federal no começo do próximo ano.

Alcolumbre não concorreu neste ano, mas viu seu principal adversário político, Dr. Furlan (PSD), se eleger governador no Amapá em primeiro turno com 281 mil votos, mais de 62% do total, derrotando seu maior aliado no Estado, Clécio Luís (União), que obteve 165 mil votos.

O insucesso não ficou restrito à disputa ao governo. Seu grupo político sofreu revés na tentativa de garantir as duas vagas para a Casa comandada por Alcolumbre. Dr. Furlan conseguiu eleger Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, senadora da República. A segunda vaga ficou com outro adversário de Alcolumbre, Lucas Barreto (PSD).

O presidente do Senado fazia campanha para a deputada estadual Alliny Serrão (União). Alliny acabou na quinta colocação com pouco mais de 85 mil votos e 9,68%. O senador Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso e aliado de Alcolumbre, terminou em terceiro lugar com 163 mil votos, 18,55% do total.

Ministros do STF acreditam que o resultado das eleições no Amapá e a ampliação da bancada bolsonarista no Senado devem dificultar a atuação do senador e os planos políticos de Alcolumbre no próximo ano e em 2030.

A avaliação de uma ala do tribunal é a de que Alcolumbre sai enfraquecido em seu reduto eleitoral e corre dois riscos, um a curto e outro a longo prazo. Já no ano que vem, dizem esses ministros, com o aumento da bancada bolsonarista no Senado, o senador vê diminuir a chance de permanecer no comando da Casa.

Essa ala do STF acredita que a onda bolsonarista deve impulsionar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, e aumentar a probabilidade de ele vencer a disputa ao comando do Senado.

A longo prazo, alerta esse grupo do STF, Alcolumbre corre o risco de não se reeleger senador nas eleições de 2030. O atual mandato do senador teve início em 2023. A avaliação dos ministros é a de que o resultado da eleição em seu reduto indica uma mudança das forças políticas no Amapá.

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