Residencial Mangabeiras: projeto de trabalho social promovido pela Prefeitura de Aracaju chega ao fim com legado de empreendedorismo e pertencimento.
Foi realizada nesta quinta-feira, 26, a solenidade de encerramento das atividades do Projeto de Trabalho Social (PTS) realizado pela Prefeitura de Aracaju com famílias do Residencial Mangabeiras Irmã Dulce dos Pobres, no bairro 17 de Março.
Desde seu início, em 2022, mais de 100 ações foram promovidas junto à comunidade, incluindo cursos, oficinas, palestras e eventos culturais, com foco na geração de renda, capacitação profissional e fortalecimento do sentimento de pertencimento entre os moradores. A execução do projeto foi realizada em parceria com a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa Pró-Moradia, do Governo Federal.
Segundo Geisa Laurentino de Lima (CRP 19/778-AJU), fiscal do contrato social e técnica de referência do Projeto Residencial Mangabeiras, o trabalho teve foco em temas como empreendedorismo, educação ambiental, conservação do patrimônio e organização comunitária.
“A gente trabalhou o empreendedorismo, a preservação e a conservação ambiental e patrimonial. Foram cursos e oficinas profissionalizantes, teatro, visita à obra com uma comissão que verificava o andamento, então foi tudo pensado na comunidade como um todo”, disse Geisa.
Ela ressaltou ainda que, graças ao trabalho social desenvolvido, muitos moradores já passaram a atuar no empreendedorismo, colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante as atividades. Além da capacitação, o projeto também incentivou a valorização do território e dos símbolos locais.
“A gente trouxe uma gama de atividades para a comunidade, para que ela pudesse descobrir novas habilidades, para que ela mesma abrisse seu caminho. E a gente encerra essa primeira etapa do projeto com uma grande satisfação, porque a gente conseguiu atender um grande número de famílias, a gente conseguiu levar para eles muito conhecimento, e eles ensinaram para a gente também muita coisa nesse processo como um todo”, destacou.
Com a entrega de mais 244 unidades habitacionais pela prefeita Emília Corrêa no último dia 11 de junho, o Residencial Mangabeiras passou a contar com 1.320 moradias. O investimento total no projeto foi de R$ 124 milhões, dos quais R$ 116,7 milhões vieram do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 7,9 milhões foram repassados pelo município para o aluguel social.
As unidades habitacionais padrão possuem 45,34 m², enquanto as acessíveis contam com 50,18 m², garantindo mais conforto e inclusão.
Foram beneficiadas famílias oriundas da Ocupação Mangabeiras e também aquelas que estavam há mais de 10 anos recebendo o Auxílio Moradia. Todas participaram de atividades socioeducativas nos eixos de Mobilização, Organização e Fortalecimento Social; Educação Ambiental e Patrimonial; e Desenvolvimento Socioeconômico.
Liderança local atuante durante todo o processo, Vanessa Santos Lima destacou o impacto positivo da iniciativa.
“Tudo isso se resume em uma só palavra: gratidão. Gratidão por todas essas famílias que hoje se encontram em suas residências, pessoas que moravam em vulnerabilidade ou em barracos. Muitas delas, com o trabalho social que teve, também conseguiram se profissionalizar, montar o seu comércio e dar mais conforto para os seus filhos”, afirmou Vanessa.
Francisca Andrea, contemplada na segunda etapa de entrega das unidades, expressou sua felicidade com a conquista da casa própria.
“Eu fico sem acreditar ainda. Mesmo que seja o fim e eu já esteja há quase um ano na minha casa, eu fico sem acreditar, porém vivendo o melhor. Hoje eu tenho toda certeza de que minhas filhas estão em um lugar próspero, porque eu acho uma região rica, uma cultura muito grande para minhas filhas. É gratificante tudo isso, saber que eu tenho algo no meu nome, que eu faço parte da história. O Mangabeiras é um referencial para muitas outras comunidades”, celebrou Francisca.
Ela destacou ainda a importância da acessibilidade em seu lar.
“A minha casa é uma casa ampliada, porque eu tenho uma mãe que é cadeirante. Então saber que o banheiro foi projetado pra minha mãe, que o vaso sanitário está em uma altura em que eu não preciso mais me preocupar em segurar ela com medo de cair, não tenho o que falar. É vivenciar e agradecer e propagar as boas novas sempre”, completou.




